Política
Compartilhar

Vereadores de Curitiba confirmam repasse de R$ 174 milhões às empresas do transporte

Em votação no segundo turno, a maioria dos vereadores de Curitiba aprovou o repasse de R$ 174 milhões às empresas que gerenciam o transporte coletivo.

Vinicius Cordeiro - 31 de maio de 2022, 14:16

(Geraldo Bubniak/AGB)
(Geraldo Bubniak/AGB)

Os vereadores de Curitiba aprovaram o projeto de lei do prefeito Rafael Greca para o repasse de R$ 174 milhões às empresas de ônibus. Com o aporte aprovado na Câmara hoje, os aportes ao transporte coletivo soma R$ 287 milhões em 2022.

A votação, em segundo turno, foi realizada no plenário da Câmara Municipal nesta terça-feira (31) com o placar de 25 votos favoráveis e oito contrários - o mesmo de ontem, quando o aporte havia sido aprovado em primeiro turno. 

Segundo a prefeitura, cerca de R$ 132 milhões devem ser utilizados para equilibrar a diferença entre a tarifa social (paga pelos usuários, de R$ 5,50) e a tarifa técnica (que representa o custo real por passageiro, de R$ 6,37).

Já os quase R$ 42 milhões restantes devem ser aplicados em uma manutenção do sistema para 2022.

Já o descritivo técnico do projeto de lei aprovado na Câmara de Curitiba aponta que R$ 163,7 milhões irão para serviços de pessoa jurídica; R$ 9,15 milhões para a contratação de empresa terceirizada na área de serviços de tecnologia da informação; e R$ 1,25 milhão para materiais de consumo.

QUEM VOTOU A FAVOR E QUEM VOTOU CONTRA O REPASSE ÀS EMPRESAS DE ÔNIBUS DE CURITIBA

  • A favor: Alexandre Leprevost (SD), Amália Tortato (Novo), Beto Moraes (PSD), Ezequias Barros (PMB), Herivelto Oliveira (CID), Henani (PSB), Indiara Barbosa (Novo), João das 5 Irmãos (União), Jornalista Márcio Barros (PSD), Leônidas Dias (SD), Marcelo Fachinello (PSC), Mauro Bobato (Podemos), Mauro Ignácio (União), Noêmia Rocha (MDB), Nori Seto (PP), Oscalino do Povo (PP), Osias Moraes (Republicanos), Pastor Marcelino Alves (SD), Pier Petruziello (PP), Sabino Picolo (União), Serginho do Posto (União), Sidnei Toaldo (Patriotas), Tico Kuzma (PROS), Tito Zeglin (PDT), Toninho da Farmácia (União) e Zezinho Sabará (União)
  • Contra: Carol Dartora (PT), Dalton Borba (PDT), Denian Couto (Podemos), Flavia Francischini (União), Marcos Vieira (PDT), Professora Josete (PT), Professor Euller (MDB) e Salles do Fazendinha (DC)

Três vereadores estavam ausentes da votação - Maria Letícia (PV), Renato Freitas (PT) e Sargento Tânia Guerreiro (União).

APORTE CAUSA DISCUSSÃO NA CÂMARA

Para o vereador Dalton Borba (PDT), é preciso uma auditoria externa para apurar os dados reais que constam nas planilhas encaminhadas à Câmara Municipal, já que esses dados são fornecidos pelas empresas de transporte, com tímida participação da Urbs. 

“Esses dados não são fornecidos com base num órgão imparcial, as empresas que disponibilizam isso. Nós não conseguimos apurar nunca aqui na Casa, se essa “dinheirama” toda que vai para o transporte serve para custear a operação e a execução do serviço, ou se vai para alimentar os lucros das empresas concessionárias do transporte coletivo. No mínimo seria necessário uma auditoria externa nas planilhas de custos apresentadas pela Urbs”, disse.

“Só a gasolina, o diesel e as pessoas, o Departamento de Pessoal, representam 75% dos custos [do sistema]. O governo federal não dá R$ 1 para Curitiba e nenhum município no transporte coletivo e não tem nada de dinheiro de saúde e educação aqui", disse o vereador Pier Petruzziello (PP), líder do prefeito na Câmara.

“Nós sabemos que o contrato tem problemas”, ponderou Petruzziello, que ainda definiu como “ultrapassadíssimo” o discurso de “criminalização do empresário no Brasil”.