Defesa de ex-diretor do DER-PR alega contradições em denúncia do MPF

Fábio Buchmann - CBN Curitiba

A defesa também alega que os ingressos para a Copa de 2016 que teriam sido recebidos por Nelson Leal Jr. não caracterizam corrupção.

O ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR), Nelson Leal Jr., e outros 17 investigados na Operação Integração, 48ª fase da Lava Jato, foram denunciados nesta terça-feira (3) pelo Ministério Público Federal (MPF). Eles são acusados de cometer crimes ligados à concessão de rodovias no Paraná.

Segundo as investigações. Nelson Leal Jr., que foi preso em fevereiro, é acusado de ser o chefe da quadrilha que teria provocado um desvio milionário por meio de fraudes em contratos com o Grupo Triunfo, controlador da concessionária Econorte.

O esquema envolvia a contratação de empresas de fachada que superfaturavam os preços ou não realizavam obras previstas. Ao mesmo tempo, o esquema viabilizava os aditivos favoráveis à Econorte.

Segundo a denúncia, Leal apresentou incremento patrimonial incompatível com seus rendimentos. As investigações apontaram que ele teria usado dinheiro vivo para a compra de um apartamento de luxo em Balneário Camboriú (SC). Ele também fazia inúmeros depósitos em suas contas bancárias.

O advogado Beno Brandão, que defende Nelson Leal Jr., respondeu à rádio CBN sobre a denúncia nesta quarta-feira (4). Em nota, a defesa diz que não vai comentar casos que estão em Juízo, mas afirma que recebeu a notícia sem surpresa.

Diz ainda que há contradições na denúncia, e que foram anexados novos documentos ao processo. Entre eles, uma resposta do DER-PR à tese do MPF, contrariando a existência de qualquer irregularidade e apontando diversos erros técnicos na tese da Procuradoria, segundo o texto.

Entre as acusações está o fato de que o Grupo Triunfo bancou ingressos de camarote para a cúpula do DER-PR durante a Copa do Mundo em 2014. Segundo o advogado Beno Brandão, a resposta sobre o assunto já foi apresentada à Justiça.

Ainda segundo a nota, “…foram 200 ingressos distribuídos e é uma ingenuidade afirmar que nisso consistiria ato de corrupção, notadamente considerando que os contratos do Governo do Paraná com concessionárias giram na casa dos milhões de reais”.

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