PF encontra R$ 122 mil na casa de Cândido Vaccarezza

Mariana Ohde


Mariana Ohde, Andreza Rossini e Fernando Garcel

O ex-deputado Cândido Vaccarezza, ex-líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, preso nesta sexta-feira (18) na Operação Lava Jato, é suspeito de receber cerca de US$ 500 mil por contrato na Petrobras até 2011. Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal (PF) encontrou R$ 122 mil em espécie em sua casa. Ele estaria pagando despesas do Partido dos Trabalhadores (PT), envolvido no esquema de corrupção.

Além do valor em espécie, também foram apreendidos relógios e outros itens de valor.

Segundo as investigações, Cândido Vaccarezza teria usado sua influência para favorecer a empresa norte-americana Sargeant Marine, que forneceu asfalto para a Petrobras entre 2010 e 2013. Além de Vaccarezza, o PT e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e delator Paulo Roberto Costa também teria sido beneficiado – ele teria recebido cerca de US$ 162 mil por cinco contratos.

Lava Jato: corrupção na Petrobras é “partidária”
Falta de recursos levou PF a deflagrar duas fases no mesmo dia

As investigações do Ministério Público Federal (MPF) sobre o esquema de Vacarerezza tiveram início após a delação premiada de Paulo Roberto Costa. Os investigadores também colheram provas durante a 16ª fase da operação.

“Entre as provas que corroboraram o relato do colaborador estão, por exemplo, documentos que comprovam o pagamento de propinas mediante transferências bancárias no exterior, anotações de agendas e arquivos apreendidos em fases anteriores da Operação Lava Jato que descrevem a divisão de comissões resultantes do negócio dentre operadores, funcionários da Petrobras e políticos”, informa o MPF em nota.

Operação Abate e Operação Sem Fronteiras

Nesta manhã, a PF deflagrou duas fases da Lava Jato – a 43ª e 44ª. As operações Sem Fronteiras e Abate foram deflagradas no mesmo dia, segundo a PF, para otimizar recursos. Três pessoas foram presas temporariamente, entre elas Vaccarezza e Marcio Ache, ex-gerente da Petrobras. Outras duas pessoas tiveram mandados de prisão expedidos, mas estão no exterior. Entre elas o ex-gerente da Petrobras Dalmo Monteiro e o representante da empresa Sargeant Marine, Luiz Eduardo Loureiro Andrade.

Operação Abate investiga fraudes no fornecimento de asfalto para a Petrobras pela empresa Sargeant Marine, entre 2010 e 2013. Operação Sem Fronteiras investiga o pagamento de propina em contratos com armadores gregos, entre 2009 e 2013. Os contratos com as empresas gregas somam US% 500 milhões.

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Repórter no Paraná Portal
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