PF deflagra 51ª fase da Operação Lava Jato em três estados

Mariana Ohde

Há seis mandados de prisão em São Paulo e Rio de Janeiro.
PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (8), mais uma fase da Operação Lava Jato.

A Operação Déjà Vu cumpre mandados no Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. São 23 ordens judiciais; quatro mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão.

Os mandados de prisão são contra três ex-funcionários da Petrobras e três operadores financeiros – um deles atuava como intermediário de valores destinados a políticos vinculados ao então Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), hoje Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

O objetivo, segundo a PF, é colher elementos probatórios da prática dos crimes de corrupção, associação criminosa, fraudes em contratações públicas, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e de lavagem de dinheiro, entre outros.

Segundo o MPF, as investigações apontaram pagamentos de propina entre 2010 e 2012, que superam US$ 56,5 milhões, equivalentes, atualmente, a aproximadamente R$ 200 milhões. As vantagens indevidas foram pagas por um contrato de mais de US$ 825 milhões, firmado, em 2010, pela Petrobras com a construtora Odebrecht.

O objeto do contrato era a prestação de serviços de reabilitação, construção e montagem, diagnóstico e remediação ambiental, elaboração de estudo, diagnóstico e levantamentos nas áreas de segurança, meio ambiente e saúde (SMS) para a estatal, em nove países, além do Brasil.

As investigações apontam que parte dos recursos pagos pela Odebrecht para a obtenção do contrato investigado nesta fase foram destinados a agentes públicos e partidos políticos. Para o MPF, eles eram pagos funcionários da estatal e agentes que se apresentavam como intermediários de políticos vinculados ao então PMDB.

Déjá Vu

“As investigações indicam a repetição de um modus operandi já amplamente revelado pela Operação Lava Jato: a obtenção de contratos por parte de grupo empresarial junto à Petrobras, em valores superfaturados, mediante o pagamento de vantagens indevidas à executivos e gerentes da empresa petrolífera”, informa a PF.

O principal mecanismo utilizado para o pagamento de recursos para agentes públicos e políticos foram, novamente, repasses no exterior com a utilização de empresas offshore, movimentação de recursos em espécie com a intervenção de operadores financeiros e doleiros, que já são conhecidos na Lava Jato, de acordo com a PF.

Segundo o MPF, também foi utilizado o chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal