Triplex atribuído a Lula vai a leilão com mais de 40 mil visualizações

Mariana Ohde e Francielly Azevedo - CBN Curitiba

O apartamento é avaliado pela Justiça em R$ 2,2 milhões e o prazo para os lances termina às 14h.

O triplex em Guarujá (SP), cuja propriedade é atribuída ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai a leilão nesta terça-feira (15) com mais de 40 mil visualizações e somente um lance, no valor mínimo. O apartamento foi avaliado, pela Justiça, em R$ 2,2 milhões, em fevereiro, e o prazo para os lances termina às 14h.

As propostas para a compra do imóvel devem ser feitas pela internet, no site do leiloeiro. O comprador terá 72 horas para efetuar o pagamento.

O leiloeiro Afonso Marangoni, em entrevista À Rádio CBN em março, afirmou que, se neste primeiro leilão não houver interessados, uma segunda data já está marcada: dia 22 de maio. Então, o imóvel será leiloado com lance mínimo de 80% do valor atual. “Em vez de R$ 2,2 milhões, ele sai a preço inicial no leilão de R$ 1,76 milhão”, disse.

A Marangoni Leilões, de Curitiba, ficará com 5% do valor da venda. De acordo com o Código Civil e o Código de Processo Civil será respeitado o direito de preferência a condôminos, coproprietários ou cônjuges.


O leilão do tríplex foi determinado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato em primeira instância, em janeiro. Se ninguém comprar o imóvel, caberá a Moro determinar o destino do triplex.

O magistrado determinou, na época, que o valor arrecadado com o leilão do triplex seja depositado em juízo e, com o trânsito em julgado da ação penal contra Lula, seu valor repassado à Petrobras – em caso de confirmação da sentença – ou a seu proprietário de fato – seja OAS ou Lula – em caso de revisão da decisão.

Caso triplex

O ex-presidente está preso, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, desde o dia 7 de abril. Ele foi condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso que envolvia o imóvel leiloado.

Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele teria recebido propina da construtora OAS por meio do triplex, em troca de favorecimentos políticos junto à Petrobras. As investigações apontaram o pagamento de R$ 2,2 milhões em vantagens indevidas.

 

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