PF faz buscas no gabinete de deputado irmão de Geddel

Mariana Ohde


Com Andreza Rossini

*Atualizado às 12h00

A Polícia Federal (PF) realizou buscas durante quatro horas, na manhã desta segunda-feira (16), no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima. A ação desta manhã foi um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os policiais deixaram o local às 10h45 com malas e malotes do material apreendido. O gabinete de Lúcio é o de número 612 e fica no Anexo 4 da Câmara.

Mesmo depois da saída dos policiais federais, o gabinete do parlamentar permanece fechado e não se sabe se ele está em Brasília, Salvador ou em outra cidade.

Geddel foi preso em julho. Em setembro, a PF encontrou R$ 51 milhões em malas escondidas em um apartamento ligado a ele. É a maior apreensão de dinheiro em espécie da história da PF. Geddel conseguiu um habeas corpus para cumprir prisão domiciliar, em Salvador.

O imóvel em que o dinheiro foi encontrado teria sido emprestado a Lúcio e era usado por Geddel. Por haver indícios do envolvimento do deputado, que tem foro privilegiado, em setembro, as investigações foram remetidas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado
Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

Segundo a decisão do juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, “não se pode excluir de plano a participação de Lúcio Vieira Lima no ilícito de lavagem de dinheiro”.

O juiz também afirma, no documento, que “considerando o encontro fortuito de indícios acerca do local utilizado para a guarda de dinheiro em espécie que apontam para eventual ligação com o parlamentar”.

Com isso, conclui a decisão, seria mais “adequado, neste momento, a remessa dos autos à Egrégia Corte para apreciação de sua competência para investigar”.

Além do gabinete do deputado, também há buscas no apartamento dele e em mais dois endereços em Salvador, na Bahia.

Divulgação / PF
Divulgação / PF

Operação Cui Bono

Geddel é investigado na Operação Cui Bono, que apura desvios de recursos em vice-presidências na Caixa Econômica Federal.

A primeira fase foi deflagrada em 13 de janeiro deste ano e investigou esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013.

De acordo com a investigação, entre março de 2011 e dezembro de 2013, a vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição era ocupada por Geddel Vieira Lima.

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