Associação pede “investigação rigorosa” contra advogado que teria acusado Gilmar Mendes

Andreza Rossini


A Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (ABRACRIM) divulgou uma nota pedindo apuração “rigorosa” às supostas acusações que teriam sido divulgadas pelo juiz Glaucenir Oliveira, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

“Uma rigorosa apuração da situação envolvendo o magistrado, notadamente pela gravidade da acusação e pela forma como formulada. Se chegarmos ao paroxismo de entender que a concessão de um habeas corpus pode gerar uma espécie de insurreição caluniosa do juízo coator, então a democracia claudicará”, diz a nota assinada pelo presidente Elias Mattar Assad.

O caso

No último sábado (23), nos áudios que vazaram no WhatsApp, um homem que se apresenta como juiz que acompanha o processo envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho critica a decisão de Gilmar Mendes de liberar Garotinho e o presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues, presos por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). O autor do áudio diz que “a mala foi grande”, insinuando que o ministro teria recebido dinheiro em troca da decisão.

Em nota, a assessoria do ministro afirma que no áudio “são feitas graves acusações caluniosas à sua pessoa e às recentes decisões” e que “o ministro Gilmar reitera que suas decisões são pautadas pelo respeito às leis e à Constituição Federal”.

Gilmar Mendes pediu ao diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, investigação sobre o caso.

O ministro determinou a liberação de Garotinho no último dia 20. O ex-governador foi preso no dia 22 de novembro, junto com sua a mulher, a também ex-governadora Rosinha Garotinho, acusado da prática dos crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais.

 

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