Agora presidente da Câmara, Rodrigo Maia pede para depor por escrito na Lava Jato

Roger Pereira


Arrolado como testemunha de defesa do ex-senador Gim Argello na ação penal decorrente da Operação Lava Jato em que Argello é acusado de cobrar propina para blindar empresários de convocação na CPMI da Petrobras de 2014, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), enviou ofício ao juiz federal Sérgio Moro colocando-se à disposição para responder por escrito aos questionamentos das partes e do juízo da ação.

Maia foi notificado pelo juízo no dia 07 de julho, com a determinação que, num prazo de cinco dias, indicasse umas das opções de datas e horários disponibilizadas por Sérgio Moro para prestar depoimento. O deputado não respondeu no prazo, sendo novamente intimado no último dia 13.

Com sua eleição para a presidência da Câmara, Maia passou a ter a prerrogativa, garantida ao presidente da República e aos presidentes das Casas Legislativas a, quando arrolado como testemunha em processo criminal, optar entre depor pessoalmente ou responder por escrito. Nesta quarta-feira, o deputado fez uso desta prerrogativa e informou a Moro que está disposto a responder por escrito à Justiça.

A presidente afastada Dilma Rousseff, quando arrolada como testemunha de defesa de Marcelo Odebrecht, também fez uso desta prerrogativa e optou por responder por escrito. No entanto, a defesa de Odebrecht acabou desistindo da oitiva de Dilma.

Previous ArticleNext Article
Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal