Ajudantes de Gim Argello são interrogados por Sérgio Moro

Narley Resende


Dois interrogatórios marcam o encerramento de mais uma fase de audiências de réus em processos relacionados à Operação Lava Jato. Paulo César Roxo Ramos e Valério Neves Campos são ouvidos na Justiça Federal do Paraná hoje nesta segunda-feira (29). Eles respondem criminalmente no processo decorrente da 28.ª fase da Operação.

A dupla é apontada como ajudante do ex-senador Gim Argello – que era do PTB do Distrito Federal – na movimentação de propinas recebidas de empreiteiras para a evitar a convocação de empresários a depor na CPMI da Petrobras. Depois dos interrogatórios, a defesa dos acusados e o Ministério Público Federal apresentam por escrito as alegações finais. Na sequência, o juiz pode proferir a sentença.

Na semana passada, o ex-senador Gim Argello chamou atenção ao chorar durante o interrogatório. O juiz federal Sérgio Moro precisou interromper a audiência para que o ex-senador se recuperasse.

Argello está preso desde 12 de abril, quando foi deflagrada a operação chamada de Vitória de Pirro. Ele é acusado de ter recebido pelo menos R$ 5,35 milhões em propina paga pelas empreiteiras UTC e OAS. A UTC fez doações oficiais no total de R$ 5 milhões a partidos políticos indicados pelo ex-senador.

Mais R$ 350 mil teriam sido depositados pela construtora OAS, a pedido de Gim Argello, na conta da paróquia São Pedro, de Taguatinga, no Distrito Federal. Apesar de colaboradores da investigação terem confirmado os pagamentos, Gim Argello negou que o dinheiro das empreiteiras tenha alterado o resultado da CPMI.

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