Argello e Vargas prestam depoimento nesta semana sobre Jucá e Lobão

Narley Resende


O ex-senador Gim Argello e o ex-deputado federal André Vargas, ambos investigados e presos no Paraná pela Operação Lava Jato, devem prestar depoimento no início desta semana para um inquérito que investiga pagamento de propina aos senadores Romero Jucá, do PMDB de Roraima, e Edison Lobão, do PMDB do Maranhão.

O Juiz Federal Sérgio Moro autorizou na semana passada que ambos prestem depoimento de instrução ao inquérito 4075, que tramita no Supremo Tribunal Federal. De acordo com as investigações, os parlamentares teriam cobrado vantagem indevida referente à construção de Angra 3, usina administrada pela Eletronuclear.

Delatores da empreiteira Andrade Gutierrez declararam que foram feitos repasses correspondentes a 0,5% dos valores das obras da Usina a Jucá e 0,5% a Lobão.

O interrogatório de Gim Argello está marcado para a próxima segunda-feira (12) às 14h e de André Vargas para terça-feira (13) às 11h30.

Ambos vão ser ouvidos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba por delegados da PF de Brasília.

Edson Lobão

Edison Lobão é alvo de quatro inquéritos no Supremo: um que apura fraudes na Eletrobras; outro sobre irregularidades na obra de Belo Monte; um terceiro que trata sobre fatos envolvendo a ex-governadora Roseana Sarney; e outro que visa apurar se Lobão integrou a organização criminosa formada por políticos e empresários para fraudar contratos na Petrobras.

Romero Jucá

Romero Jucá é investigado em seis inquéritos no STF: dois deles sob a relatoria do ministro Teori Zavascki, sendo um deles chamado de “quadrilhão” que detalha o crime de formação de quadrilha no esquema de desvio de recursos da Petrobras, em benefício de diversos partidos.

Jucá é ainda investigado em inquérito que tramita no STF desde 2010, que apura “possível existência de crime de falsidade ideológica, desvio de contribuições previdenciárias e contra a ordem tributária. Em outro inquérito ele é alvo de uma investigação que tramita no Supremo em sigilo desde 2011.

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