Após hostilização, Moro autoriza escolta para Cerveró em Curitiba

Andreza Rossini


O juiz federal Sérgio Moro autorizou escolta da Polícia Federal (PF) para o ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, durante depoimento em Curitiba.

A defesa do ex-diretor solicitou a proteção para a PF, alegando que ele foi hostilizado em outros momentos que compareceu a capital paranaense. A PF exigiu determinação judicial, agora autorizada por Moro.

Cerveró deve deixar o Rio de Janeiro e seguir para Curitiba no dia 26 de maio, quando participa de uma audiência ligada à 38ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Blackout.

O ex-diretor foi condenado e cumpre pena em prisão domiciliar desde junho de 2016, com monitoramento de tornozeleira eletrônica. Ele foi detido em janeiro de 2015.

Hostilização

O ex-diretor foi hostilizado em dezembro de 2016, em voo que deixava Curitiba e seguia para o Rio de Janeiro.

 

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Operação Blackout

A 38ª fase da operação foi deflagrada no final de fevereiro. Os principais alvos são Jorge Luz, um dos principais operadores financeiros ligados ao PMDB, e seu filho Bruno Luz. Ambos são investigados por corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

Jorge Luz foi citado, em dezembro de 2015, em depoimento de Nestor Cerveró: “O Jorge Luz era um operador, foi um operador muito atuante na Petrobras, que inclusive foi sócio do João Augusto no passado, eles são até, não tenho certeza, mas eles têm uma relação de … um é padrinho do casamento do outro, não sei exatamente, acho que o Jorge Luz é padrinho de um dos casamentos do João Augusto. Eles tinham uma relação muito próxima. Então o Jorge Luz foi quem divulgou junto a esse grupo, as … vamos chamar assim, as vantagens que poderiam advir da diretoria internacional. Eu conheci o Jorge Luz … uma informação adicional, o Jorge Luz foi quem fez a operação da transferência desses 6 milhões de dólares que eu me referi, de apoio ao PMDB”.

Seu nome também foi incluso no inquérito-mãe da Lava Jato no ano passado, quando houve a divisão de um dos maiores inquéritos da operação por ordem do então ministro e relator Teori Zavascki, morto em janeiro.

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