Bittar e Bumlai reafirmam que sítio não é de Lula

Narley Resende


Lenise Klenk, BandNews FM Curitiba

Dois depoimentos prestados à Polícia Federal nesta semana confirmam que os empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar são donos do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, interior paulista. Eles também confirmam que a propriedade passou por reformas para receber as famílias Bittar e Lula, assim como para guardar alguns materiais do ex-presidente da República.

Os depoimentos de Fernando Bittar e do pecuarista José Carlos Bumlai foram publicados nesta quinta-feira (18) no processo de investigação que apura a suspeita de que Lula seria o real dono do imóvel, que teve melhorias bancadas pela Odebrecht e pela OAS.

A ex-primeira dama Marisa Letícia e o filho Fábio Luís Lula da Silva também foram intimados a prestar depoimento no inquérito, mas não compareceram. Eles informaram que exerceriam o direito de permanecer em silêncio porque não teriam nada a acrescentar ao depoimento já prestado pelo ex-presidente Lula.

De acordo com o empresário Fernando Bittar, a ideia de comprar o sítio surgiu numa conversa familiar, como alternativa para que os pais dele pudessem reunir os amigos. Para chegar ao valor da compra, de R$ 1,5 milhão, Bittar diz ter proposto ao sócio, Jonas Suassuna, que comprasse uma parte da propriedade.

Veja as fotos do sítio em laudo da PF

O empresário detalha no depoimento a origem dos recursos usados na compra, parte emprestada do pai, Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas e amigo de Lula. Ele diz que parte das obras no sítio foi realizada por conta da necessidade de encontrar um lugar para guardar o acervo presidencial de Lula.

Fernando Bittar é sócio de um dos filhos do ex-presidente, Fábio Luis. Também em depoimento à Polícia Federal, o pecuarista José Carlos Bumlai diz que esteve pela primeira vez no Sítio Santa Bárbara no final de 2010, a convite de Fernando Bittar e Marisa Letícia.

Bumlai relata que a ex-primeira dama pediu que ele ajudasse na reforma do sítio. Ele indicou um engenheiro, que algum tempo depois foi dispensado.

Bumlai disse ter sido informado de que seria contratada uma “construtora de verdade” para fazer obra porque as famílias tinham muita pressa.

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