Bumlai presta depoimento em processo que Lula é réu

Andreza Rossini


O pecuarista José Carlos Bumlai e outras três testemunhas de acusação serão ouvidas pelo juiz federal Sérgio Moro, nesta terça-feira (9). A ação investiga se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu como propina o terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e um apartamento vizinho ao de ele onde morava, no ABC Paulista.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) para a força-tarefa da Lava Jato, o imóvel foi comprado pela Odebrecht em troca de contratos firmados com a Petrobras.

Bumlai; o sócio da empresa que era proprietária do terreno, Mateus Cláudio Baldassari e o arquiteto Marcelo Ferraz prestam depoimento por videoconferência de São Paulo, com a Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, a partir das 9h30.

A antiga proprietária do apartamento vizinho ao de Lula, que foi vendido por R$ 504 mil será ouvida em Curitiba, a partir das 15 horas.

Bumlai

O pecuarista também foi arrolado como testemunha de defesa de Marcelo Odebrecht, o ex-presidente da empreiteira, que também é réu nesse processo. De acordo com o MPF, ele foi o primeiro interessado na compra do imóvel onde seria construída a nova sede do instituto.

Bumlai é acusado de ter atuado a favor de Lula. Ele já foi condenado por corrupção passiva e gestão fraudulenta a 9 anos e 10 meses de prisão. O pecuarista foi preso em novembro de 2015 e passou a cumprir pena em regime domiciliar em abril de 2016, devido a questões de saúde, após decisão do Supremo Tribunal Federal.

Denúncia

O Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente de receber o terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula como propina, além de um apartamento no ABC Paulista. Os imóveis teriam sido comprados pela Odebrecht em troca de contratos com a Petrobras, no valor total de R$ 12 milhões, até novembro de 2012, segundo os procuradores.

Lula responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Mais sete pessoas são rés nesse processo, entre eles o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto e o ex-presidente da OAS, José Aldemário Filho.

Depoimento de Lula

Na próxima quarta-feira (10) o ex-presidente vai prestar depoimento em Curitiba referente ao processo que investiga se ele recebeu vantagens indevidas por meio de um triplex no Guarujá, litoral de São Paulo.

São esperadas manifestações de movimentos de apoio e contrários ao petista e à operação no dia do depoimento. Várias medidas de segurança foram adotadas, entre elas a proibição de acampamentos. Um esquema de segurança foi definido pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, definindo locais para os protestos de cada grupo.

A área de acesso a Justiça Federal será bloqueada pela Polícia Militar. Apenas moradores cadastrados e equipe da imprensa credenciada terá acesso a sede da Justiça Federal.

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