Operação Lava Jato
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Camargo Corrêa pode fazer “megadelação”, diz revista

Reportagem de capa, da Revista Veja destaca que depois da Odebrecht, a Camargo Corrêa negocia uma superdelação. A revist..

Roger Pereira - 14 de janeiro de 2017, 16:01

Reportagem de capa, da Revista Veja destaca que depois da Odebrecht, a Camargo Corrêa negocia uma superdelação. A revista apurou que os advogados da companhia estão negociando com a PGR e o número de colaboradores pode chegar a 40, incluindo acionistas. Os trabalhos acontecem em Curitiba e Brasília, o que indica que pessoas com foro privilegiado deverão ser citadas. Novos delatores devem expor como contas no exterior foram usadas para repassar propinas a pessoas dos poderes Executivo e Legislativo.

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“A Camargo Corrêa promete exumar o cadáver da Operação Castelo de Areia, que em 2009 desnudou uma engrenagem de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro movimentada pela empreiteira e que posteriormente foi anulada pelo STJ. A Lava Jato quer saber inclusive se a Camargo Corrêa pagou propina a alguém do STJ pela anulação”, diz a revista.

Estima-se em 200 o número de políticos e funcionários públicos que poderão ser afetados com a megadelação. Inclusive o presidente Michel Temer, que somente na Castelo de Areia foi citado em 21 planilhas; o atual ministro da Educação, Mendonça Filho, e o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab.