Carlos Marun relata em depoimento como conheceu Claudia Cruz

Narley Resende


Em depoimento como testemunha de defesa da jornalista Claudia Cruz, esposa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em processo da Operação Lava Jato, o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), disse que ela não participava de decisões relacionadas ao trabalho do marido como deputado e que não tem conhecimento de participação dela em negócios privados.

O depoimento, divulgado em vídeo nesta quinta-feira (6) no sistema eletrônico da JF, foi prestado nessa quarta-feira (5) por meio de videoconferência da Justiça Federal de Brasília para a de Curitiba

Marun relatou ter participado de eventos oficiais com a presença de Cláudia Cruz a partir de 2015. Ele respondeu perguntas pré-elaboradas pelos advogados da esposa de Cunha.

Ele disse desconhecer indicações políticas por Eduardo Cunha de agentes para diretorias da Petrobras. Carlos Marun foi o principal defensor de Cunha no processo de cassação do parlamentar na Câmara Federal.

Sérgio Moro perguntou sobre o conhecimento de Marun sobre contas de Eduardo Cunha na Suíça e origem de valores depositados nessas contas. Ele disse que soube durante investigações no Conselho de Ética Câmara Federal. “Nenhum conhecimento”, disse em juízo.

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Audiências

No dia 12 de setembro, foram arrolados como testemunhas no processo dois atuais ministros do governo de Michel Temer (PMDB): o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, e o ministro das Cidades,  Bruno Araújo.

Além deles, foram chamados seis deputados federais em exercício: Hugo Motta (PMDB-PB), Felipe Maia (DEM-RN), Carlos Marun (PMDB-MS), Jovair Arantes (PTB-GO), Gilberto Nascimento (PSC-SP), e Átila Lins (PSD-AM).

Segundo a defesa de Cláudia Cruz, a convocação dos deputados e ministros visa defendê-la da acusação de lavagem de dinheiro e transferência de recursos de suposta origem criminosa entre um ‘trust’ de Eduardo Cunha e uma conta de Cláudia Cruz no exterior.

A defesa optou que Felipe Maia, Bruno Araújo, Gilberto Nascimento e Átila Lins respondam aos questionamentos por escrito. Quanto às testemunhas Hugo Motta, Carlos Marum, Maurício Quintella e Jovair Arantes, foi considerado imprescindível à tomada de depoimentos orais.

As audiências com os deputados, por videoconferência, a partir da Justiça Federal em Brasília, serão entre os dias 5 e 19 de outubro.

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