Cerveró reafirma que se reuniu com Temer para pedir que fosse mantido na diretoria da Petrobras

Andreza Rossini


Redação com BandNews Curitiba

O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, reafirmou em depoimento ao Juiz Sérgio Moro que se reuniu com o presidente Michel Temer, então deputado e presidente do PMDB em 2007, para pedir que fosse mantido no cargo na estatal.

No entanto, à época, Temer teria dito ao ex-executivo que “não poderia fazer nada” a respeito. De acordo com Cerveró, o presidente não quis interferir em uma suposta pressão da bancada do PMDB mineiro que buscava ocupar o cargo.

Em depoimento, Nestor Cerveró afirmou não ter qualquer informação sobre os dois imóveis que são objeto da ação penal. O doleiro Alberto Youssef também foi ouvido como testemunha de acusação e reafirmou que recebia a propina da Odebrecht, relativa a diretoria de abastecimento da Petrobras, no próprio escritório em São Paulo. De acordo com ele, os valores eram entregues sempre em espécie e as negociações eram feitas com o ex-diretor da empreiteira, Márcio Faria.

Veja na íntegra o depoimento de Cerveró

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Outras testemunhas

Ainda prestaram depoimento nesta-sexta (26), o lobista Fernando Baiano e o empresário Milton Pascowitch. No dia 05 de junho, o juiz Sérgio Moro ouve o ex-deputado federal Pedro Correa, que é a última testemunha de acusação desta ação penal. Na mesma data começam as audiências de testemunhas de defesa.

Já são mais de 120 pessoas que devem depor em favor dos oito acusados. Só os advogados de Lula indicaram 87 testemunhas de defesa nesta ação penal. Esta etapa do processo prossegue até o dia 12 de julho e na sequencia devem começar os interrogatórios dos réus.

Também são réus nesse processo o ex-presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, o ex-ministro Antônio Palocci, o ex-assessor do ministro Branislav Kontic e mais quatro pessoas.  Eles são acusados de lavagem de dinheiro.

O ex-senador Delcídio do Amaral prestou depoimento na última segunda-feira (22).  O delator reafirmou as informações que constam no termo de delação premiada e disse que teve pouco contato com a estruturação do Instituto Lula. De acordo com ele, o contato era com o pecuarista José Carlos Bumlai e só falavam o necessário.

A denúncia contra Lula

Nesta ação penal é investigada a compra de um terreno, pela Odebrecht, que seria destinado à construção de uma nova sede para o Instituto Lula. Os procuradores também incluem na denúncia a compra de um apartamento vizinho ao local onde o petista mora, em São Bernardo do Campo (SP).

Depois de ouvidas as pessoas indicadas pelos procuradores, a Justiça Federal passa a colher os depoimentos das testemunhas de defesa. Foi neste processo em que o ex-presidente Lula indicou 87 pessoas para depor. A ação tem, ao todo, nove réus.

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