Com ajuda do FBI, foragido da Lava Jato é preso na Espanha

Narley Resende


Alvo da Operação Lava Jato, o advogado Rodrigo Tacla Duran foi preso em Madri na noite dessa sexta-feira (18) por autoridades policiais espanholas.

Segundo a Polícia Federal, Rodrigo Tacla Duran, apontado como um dos operadores das offshores criadas pelo “departamento de propina da Odebrecht”, que teria recebido R$ 36 milhões de empreiteiras investigadas na Lava Jato, entre elas, a UTC, Mendes Júnior e EIT, estava nos Estados Unidos de onde partiu na terça-feira, dia 15, para Espanha em voo comercial.

O advogado era considerado foragido da Justiça Brasileira e figurava no rol dos procurados internacionais da Interpol, a Difusão Vermelha.

A Polícia Federal, através de seu Oficialato de Ligação na U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) em Miami (EUA), recebeu informação da Polícia Federal norte-americana (FBI) sobre a viagem de Rodrigo Tacla Duran para Madri.

De posse dessa informação, o Escritório Central da Interpol em Brasília, acionou a Adidância da Polícia Federal na Espanha, que, por sua vez, movimentou as autoridades espanholas para localizar e prender o foragido, fato que se concretizou no início da noite dessa quinta.

Após as comunicações oficiais, deverá ser iniciado o processo para que Rodrigo Tacla Duran seja trazido ao Brasil, a fim de que possa responder pelos crimes que lhe são imputados pela Operação Lava Jato.

Alvo da 36ª fase da Lava Jato, Duran trabalhou no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, chamado pelo Ministério Público Federal (MPF) de “Setor de Propinas”. Ele teria operado pelo menos 12 contas no exterior.

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