Operação Lava Jato
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Como testemunha, ministro fala a Sérgio Moro como conheceu Cláudia Cruz

Em depoimento como testemunha de defesa da jornalista Claudia Cruz, esposa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ..

Narley Resende - 06 de outubro de 2016, 11:10

Em depoimento como testemunha de defesa da jornalista Claudia Cruz, esposa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em processo da Operação Lava Jato, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, disse que ela não participava de decisões relacionadas ao trabalho do marido como deputado e que não tem conhecimento de participação dela em negócios privados.

Quintella prestou depoimento na tarde dessa quarta-feira e o vídeo foi publicado nesta quinta-feira (6), às 11h, no sistema da Justiça Federal. Em videoconferência da Justiça de Brasília, o ministro respondeu ao juiz Sérgio Moro a perguntas pré-elaboradas por advogados de Claudia Cruz. "Na minha presença ela esteve duas vezes: uma em Israel, nós visitamos o Museu do Holocausto, que fazia parte da agenda oficial e ela acompanhou o presidente da Câmara. Em Nova York, depois de um evento oficial, os parlamentares foram jantar (...) mas ela não sentou nem na minha mesa".

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Audiências

No dia 12 de setembro, foram arrolados como testemunhas no processo dois atuais ministros do governo de Michel Temer (PMDB): o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, e o ministro das Cidades,  Bruno Araújo.

Além deles, foram chamados seis deputados federais em exercício: Hugo Motta (PMDB-PB), Felipe Maia (DEM-RN), Carlos Marun (PMDB-MS), Jovair Arantes (PTB-GO), Gilberto Nascimento (PSC-SP), e Átila Lins (PSD-AM).

Segundo a defesa de Cláudia Cruz, a convocação dos deputados e ministros visa defendê-la da acusação de lavagem de dinheiro e transferência de recursos de suposta origem criminosa entre um 'trust' de Eduardo Cunha e uma conta de Cláudia Cruz no exterior.

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A defesa optou que Felipe Maia, Bruno Araújo, Gilberto Nascimento e Átila Lins respondam aos questionamentos por escrito. Quanto às testemunhas Hugo Motta, Carlos Marum, Maurício Quintella e Jovair Arantes, foi considerado imprescindível à tomada de depoimentos orais.

As audiências com os deputados, por videoconferência, a partir da Justiça Federal em Brasília, serão entre os dias 5 e 19 de outubro.