Condenado na Lava Jato pede para frequentar a igreja e sair para se exercitar

Mariana Ohde


A Justiça Federal do Paraná negou um pedido feito pelo publicitário Ricardo Hoffmann para que ele pudesse sair de casa. Ricardo foi condenado, em setembro de 2015, a doze anos de prisão em regime fechado e, em janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) converteu a prisão preventiva do publicitário em medidas cautelares – e ele passou a cumprir regime domiciliar.

Em março, Ricardo protocolou, na Justiça do Distrito Federal, um pedido de permissão para sair de casa aos finais de semana para fazer exercícios físicos e frequentar cultos religiosos. Ele queria ficar fora de casa entre 8h e 10h para se exercitar e, aos domingos, também pedia para ir à igreja entre 19h e 21h.

O juiz federal Sérgio Moro negou o pedido nesta sexta-feira (29), alegando que ele não apresenta nenhum fundamentação. O juiz também argumenta que não houve nenhuma mudança na situação de Ricardo que justifique a concessão do benefício. O magistrado ainda afirma, por meio do despacho, que as medidas cautelares já têm características mais brandas do que a prisão preventiva e, por isso, não há razão para a Justiça conceder outras regalias.

Sobre o pedido de sair para se exercitar, Moro diz que Ricardo Hoffmann é uma pessoa que possui recursos financeiros e que pode comprar aparelhos para fazer exercícios físicos em casa. No caso da negativa para frequentar a igreja, o juiz federal alega que não há obstáculo para o exercício da crença religiosa porque a sentença não impede o publicitário de frequentar cultos religiosos nas manhãs e tardes dos dias de semana.

A decisão do juiz Sérgio Moro, publicada na sexta-feira (29), segue a mesma argumentação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) no mês de maio. Na ocasião, a Procuradoria defendeu que a prisão domiciliar é menos grave do que o regime fechado, mas que é preciso estabelecer limites para que o benefício não perca o caráter repressivo e inibidor.

Soltura

Em janeiro, o STF concedeu ao publicitário o direito a recorrer da sentença em liberdade. Para deixar a cadeia, ele teve que pagar fiança e passou a cumprir a pena em regime domiciliar.

Hoffmann foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro pelo pagamento de propina ao ex-deputado federal André Vargas (PT) – foram cerca de R$ 1 milhão em contratos de publicidade firmados com a Caixa e o Ministério da Saúde.

(Com informações da BandNews Curitiba)

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Repórter no Paraná Portal
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