Conselho da Petrobras não discutia licitações, diz Gerdau em depoimento

Roger Pereira


Arrolado como testemunha de defesa do ex-ministro Antônio Palocci em ação penal relativa à Operação Lava Jato, na 13ª Vara Federal de Curitiba, o empresário Jorge Gerdau, contemporâneo de Palocci no Conselho de Administração da Petrobras, disse que o Conselho reunia-se mensalmente para tratar de questões macroeconômicas e do estabelecimento de diretrizes políticas para a estatal, não discutindo situações específicas de obras e licitações.

“O Conselho reunia-se uma vez por mês, por cerca de cinco horas. O ministro sempre se comportou de maneira discreta, fazendo intervenções cuidadosas, visando o interesse global. Até por essa característica da periodicidade das reuniões, não tratávamos de questões específicas, como obras e licitações, definíamos a condução macro da empresa, com decisões por sua ampliação ou pelo investimento no pré-sal, por exemplo”, disse o depoente

Gerdau elogiou a conduta de Palocci como ministro e disse que jamais viu o réu, seja como ministro ou como deputado federal agindo em benefício de qualquer empresa, muito menos, especificamente, da Odebrecht, alvo da ação penal. “Nunca vi o ministro tomar posição de qualquer espécie. Nunca apareceu nada da Odebrecht em qualquer reunião do conselho com intervenção do ministro”.

Na mesma ação penal, foram ouvidos nesta quarta-feira, como testemunha de Palocci, os deputados federais petistas Arlindo Chinaglia e Paulo Pimenta, além do senador Lindbergh Farias. Os três também elogiaram a conduta de Palocci como ministro e parlamentar e declararam jamais terem ouvido pedido do ex-ministro para que atuassem em favor de qualquer empresa.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal