Operação Lava Jato
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Conselho da Petrobras n√£o discutia licita√ß√Ķes, diz Gerdau em depoimento

Arrolado como testemunha de defesa do ex-ministro Ant√īnio Palocci em a√ß√£o penal relativa √† Opera√ß√£o Lava Jato, na 13¬™ Va..

Roger Pereira - 29 de março de 2017, 19:03

Arrolado como testemunha de defesa do ex-ministro Ant√īnio Palocci em a√ß√£o penal relativa √† Opera√ß√£o Lava Jato, na 13¬™ Vara Federal de Curitiba, o empres√°rio Jorge Gerdau, contempor√Ęneo de Palocci no Conselho de Administra√ß√£o da Petrobras, disse que o Conselho reunia-se mensalmente para tratar de quest√Ķes macroecon√īmicas e do estabelecimento de diretrizes pol√≠ticas para a estatal, n√£o discutindo situa√ß√Ķes espec√≠ficas de obras e licita√ß√Ķes.

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‚ÄúO Conselho reunia-se uma vez por m√™s, por cerca de cinco horas. O ministro sempre se comportou de maneira discreta, fazendo interven√ß√Ķes cuidadosas, visando o interesse global. At√© por essa caracter√≠stica da periodicidade das reuni√Ķes, n√£o trat√°vamos de quest√Ķes espec√≠ficas, como obras e licita√ß√Ķes, defin√≠amos a condu√ß√£o macro da empresa, com decis√Ķes por sua amplia√ß√£o ou pelo investimento no pr√©-sal, por exemplo‚ÄĚ, disse o depoente

Gerdau elogiou a conduta de Palocci como ministro e disse que jamais viu o r√©u, seja como ministro ou como deputado federal agindo em benef√≠cio de qualquer empresa, muito menos, especificamente, da Odebrecht, alvo da a√ß√£o penal. ‚ÄúNunca vi o ministro tomar posi√ß√£o de qualquer esp√©cie. Nunca apareceu nada da Odebrecht em qualquer reuni√£o do conselho com interven√ß√£o do ministro‚ÄĚ.

Na mesma ação penal, foram ouvidos nesta quarta-feira, como testemunha de Palocci, os deputados federais petistas Arlindo Chinaglia e Paulo Pimenta, além do senador Lindbergh Farias. Os três também elogiaram a conduta de Palocci como ministro e parlamentar e declararam jamais terem ouvido pedido do ex-ministro para que atuassem em favor de qualquer empresa.