Cunha escreve carta para dizer que não teve silêncio comprado

Narley Resende


Uma carta escrita pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), divulgada neste sábado (20) por seu advogado, Rodrigo Rios, contém declarações do ex-deputado sobre acusações de que estaria recebendo propina do dono da JBS, Joesley da Silva, em nome do presidente Michel Temer (PMDB).

Cunha diz que jamais pediu qualquer coisa ao presidente Michel Temer (PMDB) e também jamais recebeu dele qualquer pedido para se manter em silêncio.

O ex-presidente da Câmara Federal diz que não ficará em silêncio. “Estou exercendo meu direito de defesa e não estou em silêncio e tampouco ficarei”, diz um trecho.

A carta teria sido escrita na quinta-feira (19), quando foi revelado o conteúdo de gravação acrescentada à delação premiada do sócio da JBS Joesley da Silva em que o presidente Temer aparece supostamente dando aval para a estratégia da empresa de pagar propina a Cunha para evitar uma delação.

Uma foto da carta foi enviada por Whatsapp pelo advogado à reportagem do Paraná Portal.

Leia a íntegra da carta:

“Nota:
Com relação aos fatos divulgados referentes à suposta delação do empresário Joesley Batista, tenho a esclarecer o seguinte:
1) Repudio com veemência as informações divulgadas de que estaria recebendo qualquer benefício para me mantar em silêncio.
2) Estou exercendo o meu direito de defesa e não estou em silêncio e tampouco ficarei.
3) São falsas as informações divulgadas atribuídas a Joesley Batista de que estaria comprando o meu silêncio.
4) Jamais pedi qualquer coisa ao presidente Michel Temer e também jamais recebi dele qualquer pedido para me manter em silêncio.
5) Recentemente, após entrevista dele, o desmenti com contundência, mostrando que não estou alinhado em nenhuma versão de fatos que não sejam os verdadeiros.
Eduardo Cunha, 18/05/2017″

Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão por três crimes na Operação Lava Jato, em março deste ano, e está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Ele também responde a uma ação de improbidade administrativa na 6.ª Vara Federal de Curitiba, que em junho do ano passado determinou a indisponibilidade dos bens do ex-deputado, da mulher dele, Cláudia Cruz, do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Zelada e mais dois investigados.

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