Defesa de Costamarques quer acesso a imagens de câmeras do Sírio Libanês

Narley Resende


Juliana Goss, BandNews FM Curitiba

A defesa do empresário Glaucos da Costamarques, proprietário do apartamento utilizado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quer que o juiz federal Sérgio Moro determine que o Hospital Sírio-Libanês libere as imagens das câmeras de segurança do circuito interno da unidade. Os advogados acreditam que assim vão conseguir comprovar que o ex-advogado de Lula, Roberto Teixeira, esteve nas dependências do hospital.

Segundo a defesa, no período em que esteve internado, entre novembro e dezembro de 2015, Glaucos teria recebido a visita de Teixeira e de um contador, que teria entregue vários recibos de pagamento do aluguel do apartamento referentes aquele ano para que fossem assinados pelo empresário de uma só vez.

O pedido foi negado por Moro no final do mês passado, no entanto, os advogados de Glaucos utilizam agora um recurso chamado de embargos de declaração para pedir que o magistrado reconsidere a decisão.

A defesa pede que o hospital libere as imagens do acervo de vídeos das instalações relativas ao período de 23 de novembro a 29 de dezembro de 2015. Em resposta a outro pedido da defesa, a unidade já havia informado que o nome de Teixeira não consta no livro de registro de entrada de visitantes.

A intenção do novo pedido é esgotar as formas de comprovar que o compadre de Lula esteve sim no local, o que pode impactar no julgamento final de Glaucos, acusado de ser usado como laranja do ex-presidente. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o apartamento que fica em São Bernardo do Campo e que era utilizado pelo ex-presidente, é oriundo de propina da Odebrecht.

O aluguel do imóvel seria uma maneira de mascarar a ilegalidade. Os advogados do empresário insistem na versão de que uma série de recibos foram assinados por Glaucos de uma só vez a pedido do compadre de Lula. Ainda de acordo com a acusação, em troca de favorecer a empreiteira em contratos com a Petrobras, o ex-presidente teria sido beneficiado também com um terreno onde seria construída a sede do Instituto Lula, o que nunca aconteceu.

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