Defesa de Delúbio nega lavagem, questiona competência de Moro e pede acareação com Bumlai

Roger Pereira

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Acusado de lavagem de dinheiro em processo da operação Lava Jato que apura o destino dos R$ 12 milhões emprestados pelo Banco Schahin ao PT através do pecuarista José Carlos Bumlai, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares apresentou, nesta quarta-feira, sua defesa prévia no processo, alegando não haver crime de lavagem de dinheiro. Segundo a defesa, ainda que fosse comprovado que Delúbio atuou pelo empréstimo e o destinou a Ronam Maria Pinto para a compra do jornal Diário do Grande ABC, o que o réu nega, tal operação não teria nenhuma característica de lavagem de capitais: “receber valores de origem ilícita, ocultá-lo e posteriormente dissimular sua reinserção no sistema lega”, uma vez que, alega, o empréstimo trata-se de uma operação oficial, registrada pelo banco.

A defesa também alega que Delúbio “não conhece Ronan Maria Pinto, suposto beneficiário dos valores tratados na Denúncia oriundos do indicado empréstimo, nunca fez qualquer pedido a Bumlai, Schain, Bertin ou a qualquer pessoa natural ou jurídica vinculada à Petrobrás, não possuía qualquer relacionamento com esses”. E, por isso, pede acareação entre seu cliente e José Carlos Bumlai, que afirmou ter participado de reunião com o ex-tesoureiro em que foi acertado o empréstimo, segundo depoimento de Bumlai, a pedido de Delúbio.

A defesa ainda questiona o foro em que o processo transita, alegando não ter, a discussão sobre um empréstimo de R$ 12 milhões de um banco privado ao Partido dos Trabalhadores para, supostamente, quitação de dívidas de campanhas eleitorais, qualquer relação com a Operação Lava Jato, o que justificaria o competência da Justiça Federal do Paraná para julgar o caso. “O Defendente é acusado de ter participado em uma forma de lavagem de capitais oriunda de crimes praticados por donos de um Banco, do Grupo Schain, no exercício da administração esse banco. Ainda que verdadeira fosse a acusação formulada na Denúncia contra o ora Defendente, e não é, o que tem a Petrobrás com o suposto pedido de empréstimo para o Partido dos Trabalhadores?”, questiona a defesa.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal