Defesa de Ildefonso Colares constesta competência de Moro

Mariana Ohde


Com BandNews Curitiba

A defesa do ex-presidente da Construtora Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho, alega inocência por todos os crimes pelos quais ele foi denunciado na Operação Lava Jato. Ildefonso é acusado de pagamento de propina. Na resposta à acusação, os advogados fazem um total de 16 pedidos.

A defesa aponta que parte das provas usadas pelo Ministério Público Federal (MPF) para oferecer a denúncia à Justiça é ilegal. O ex-presidente da Queiroz Galvão também pede para que o juiz federal Sérgio Moro reconheça que não é o juiz natural da causa e repasse a ação para outra jurisdição.

Para o andamento do processo penal os advogados convocam 23 testemunhas. Entre elas estão duas pessoas que moram no Canadá e um delegado da Polícia Federal do Paraná. Os advogados do empresário querem ouvir o membro da força-tarefa Márcio Adriano Anselmo.

A defesa ainda pede a elaboração de uma perícia técnica para identificar se as propostas da Construtora Queiroz Galvão apresentam valores compatíveis com o mercado, respeitam as normas internas da Petrobras e se os aditivos contratuais assinados são legítimos.

Acusações

A ação penal é decorrente da 33ª fase da Lava Jato, a operação Resta Um – que tem como foco a alta cúpula do grupo Galvão. O ex-presidente da Queiroz Galvão Ildefonso Colares Filho e o executivo ligado à Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, são acusados pelo pagamento de propinas de 10 milhões de reais ao ex-senador Sérgio Guerra (ex-PSDB/PE), que morreu em 2014. Outro beneficiado da propina seria o deputado federal Eduardo da Fonte (PP/PE). Os pagamentos foram feitos em 2009 para atrapalhar as investigações da CPI Mista da Petrobras.

Os dois empresários denunciados respondem pelo crime de corrupção ativa. Além do pagamento ao ex-presidente do PSDB e outros políticos ligados à CPI da Petrobras, a ação penal também investiga pagamentos ao ex-diretor de abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. A propina foi intermediada, segundo as investigações, pelo doleiro Alberto Youssef e pelo operador Fernando Soares, conhecido como “Baiano”.

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