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Defesa de Lula pede acesso ao software de contabilidade da Odebrecht

Por Thaissa Martiniuk / BandNews FM CuritibaA defesa do ex-presidente Lula pediu ao juiz federal Sérgio Moro para..

Roger Pereira - 10 de julho de 2017, 19:07

Por Thaissa Martiniuk / BandNews FM Curitiba

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A defesa do ex-presidente Lula pediu ao juiz federal Sérgio Moro para ter acesso integral e cópia do sistema de informática usado pela Odebrecht para gerenciar a contabilidade paralela da empreiteira. O software chamado de “My Web B” funcionava como um manual da propina e foi mencionado pelo ex-executivo da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, durante depoimento prestado à Justiça no dia 07 de junho. A solicitação foi feita em ação penal em que Lula é acusado de receber vantagens indevidas da Odebrecht. Durante depoimento no mês passado, Mascarenhas detalhou o funcionamento do sistema e esclareceu que o programa tinha uma lista com todos os pagamentos efetuados e a quem era destinado o dinheiro.

"continha todos os registros dos pagamentos efetuados, a quem foi efetuado, com codinomes, não os nomes, e as datas em que foram feitos os pagamentos. Esse sistema existe, está no mesmo lugar onde sempre esteve, só que bloqueado e lá tem essas informações. Se quiser saber para quem foram feitos os pagamentos tem que pegar o codinome, olhar que obra era e perguntar ao responsável pela obra quem era a pessoa", afirmou na ocasião.

O juiz Sérgio Moro deu prazo de cinco dias para que o Ministério Público Federal se manifeste informando se concorda ou não com o compartilhamento do conteúdo do sistema com a defesa do ex-presidente Lula. As audiências de defesa desta ação penal terminam no dia 24 de julho, quando a última testemunha presta depoimento. Até a próxima sexta-feira (14), mais 15 pessoas serão ouvidas. Neste processo, o Ministério Público Federal aponta que, em troca de contratos com a Petrobrás, a Odebrecht teria comprado um terreno para a construção da sede do Instituto Lula. Além disso, também é investigada a aquisição de um apartamento em São Bernardo do Campo, São Paulo.

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As audiências começaram no mês de maio. De início, a defesa de Lula indicou 87 testemunhas para serem ouvidas. No entanto, no decorrer das oitivas, os advogados desistiram de algumas delas. Este processo tem mais sete réus, entre eles o ex-executivo Marcelo Odebrecht e o ex-ministro Antonio Palocci. Depois dessa fase do processo, serão ouvidos os réus da ação penal e na sequência são abertos os prazos para que acusação e defesa apresentem as alegações finais. Por último, os autos voltam às mãos do juiz Sérgio Moro, que analisa todas as provas e decide se absolve ou condena os envolvidos.