Defesa de Palocci nega delação que envolva ex-presidente do STJ

Narley Resende


BandNews FM Curitiba

A defesa do ex-ministro Antonio Palocci não confirma a informação de que o cliente teria delatado o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, Cesar Asfor Rocha.

De acordo com publicação do Jornal Folha de São Paulo, divulgada neste sábado (26), Palocci teria afirmado em depoimento de colaboração, que Rocha recebeu R$ 5 milhões da construtora Camargo Corrêa com o intuito de barrar a Operação Castelo de Areia, deflagrada pela Polícia Federal em 2009.

A ação investigou crimes financeiros e lavagem de dinheiro que teriam sido cometidos pela construtora. O pagamento de propina garantiria a paralisação da operação da PF e ainda o apoio para que o advogado Márcio Bastos fosse indicado para uma vaga no STF. Bastos teria intermediado o acerto da propina, que foi depositada em uma conta bancária no exterior.

Ele morreu em 2014. Segundo o advogado de Palocci, Adriano Bretas, a defesa não vai comentar nenhuma informação relacionada a possível delação premiada do cliente.

Palocci

Condenado a 12 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-ministro Antonio Palocci foi preso em setembro do ano passado na trigésima quinta fase da Lava Jato.

Palocci permanece detido na superintendência da Polícia Federal em Curitiba. De acordo com as investigações, o ex-ministro teria recebido propina para atuar em favor da Odebrecht entre os anos de 2006 e 2013. A denúncia está relacionada à obtenção, pela empreiteira, de contratos de afretamento de sondas com a Petrobras.

Na sentença, o juiz federal Sérgio Moro destacou que os repasses feitos ao ex-ministro teriam atingido R$ 200 milhões e foram destinados a campanhas eleitorais.

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