R$ 12,4 mil: defesa pede a Moro desbloqueio de bens de ex-diretor da Petroquisa

Narley Resende


Juliana Goss, BandNews FM Curitiba

A defesa de um dos ex-diretores da Petroquisa, Djalma Rodrigues de Souza, o ‘Jabuti’, que foi alvo da mais recente etapa da Lava Jato, pede ao juiz Sérgio Moro a liberação de valores bloqueados judicialmente de três contas bancárias.

De acordo com a defesa, o montante que não chega a R$ 12,5 mil, dizem respeito a proventos de aposentadoria e seriam, portanto, dinheiro lícito.

O juiz Sérgio Moro ainda não respondeu ao pedido, feito em petição protocolada no sistema da Justiça Federal do Paraná nesta quarta-feira (25).

No documento, a defesa ressalta ainda que a quantia bloqueada é indispensável à subsistência do ex-diretor da Petroquisa e da família dele.

Djalma Rodrigues de Souza foi alvo de um mandado de prisão temporária na quadragésima sexta fase da Lava Jato,
deflagrada na semana passada. No entanto, como fez uma cirurgia recentemente e precisa de repouso absoluto, a ordem foi suspensa e ele deve permanecer em recuperação em casa.

Rodrigues de Souza e mais três investigados foram sujeitos ao bloqueio judicial de contas bancárias no valor de até 20 milhões de reais. A decisão incluiu também os ex-executivos da Petrobras e Petroquisa, Maurício de Oliveira Guedes, Paulo César Amaro e Glauco Legatti.

As investigações da nova etapa revelaram a atuação das subsidiárias da Petrobras em contratos firmados com empreiteiras. Pelo menos 95 milhões de reais em propinas teriam sido movimentados no esquema.

A gerência de uma delas, a Petroquisa, subsidiária incorporada à Petrobras em 2012, teria atuado para favorecer a Odebrecht em contratos superfaturados da Petroquímica Suape e da Citepe.

O esquema tinha como sustentação uma série de aditivos contratuais que extrapolavam o valor inicial de obras no setor petroquímico e que trouxeram prejuízos à Petrobras.

Previous ArticleNext Article