Operação Lava Jato
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Defesa pede que ex-presidente da Queiroz Galvão seja liberado de tornozeleira

O ex-presidente da construtora Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho, que passou a cumprir prisão domiciliar em agosto..

Narley Resende - 04 de outubro de 2016, 12:10

O ex-presidente da construtora Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho, que passou a cumprir prisão domiciliar em agosto após diagnóstico de câncer, pediu, por meio de seus advogados, para não utilizar tornozeleira eletrônica.

Em petição protocolada nessa segunda-feira (3) no sistema eletrônico da Justiça Federal, a defesa anexou um atestado que o médico relata a necessidade do réu fazer uma ressonância magnética. Colares Filho está em tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

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“Este paciente é de alto risco para intercorrências clínicas que resultem em avaliações ou procedimentos de emergência, portanto não planejados, dos quais o uso de tornozeleira poderá ser um fator potencialmente limitante", diz o documento.

O executivo foi preso pela segunda vez em agosto deste ano, quando a Polícia Federal deflagrou a 33ª fase da Operação Lava Jato, batizada de "Resta Um". A decisão para que ele deixasse a cadeia foi tomada no fim daquele mês por juiz substituto, que considerou solicitação médica. Em novembro de 2014, o executivo foi na 7ª fase e solto dias depois por determinação da Justiça.

Em ratificação da decisão de agosto, o juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal, determinou que Ildefonso Colares Filho teria que usar tornozeleira eletrônica, mesmo no período em que estiver internado.

O juiz também determinou que ele entregue o passaporte. Já os advogados do executivo terão que informar ao magistrado como está o processo de tratamento, para que a prisão domiciliar seja reavaliada.