Departamento Penitenciário do Paraná desconhece aneurisma de Cunha

Roger Pereira


O diretor do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), Luiz Alberto Cartaxo afirmou, na noite desta terça-feira, que a informação de que o ex-deputado Eduardo Cunha, preso desde dezembro no Complexo Médico Penal de Piraquara, na Região Metropolitana de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, é nova para a direção da penitenciária e para o Depen. Segundo Cartaxo, consta na ficha médica que no dia 21 de dezembro ele foi submetido a exames, em que se constatou vários problemas de saúde envolvendo questões vasculares. Desde então, toda uma medicação própria para hipertensão e distúrbios vasculares estão sendo ministrados.

Segundo Cartaxo, o aneurisma chegou a ser comunicado pelo ex-deputado à equipe médica, mas não constatado em exames. “Entretanto, é preciso dizer, também que, quando ele afirmou isso à médica que ao tendeu, foi orientado para que solicitasse a advogados e à família exames e documentos comprobatórios, o que não foi feito”, disse. “Assim, ele será encaminhado nesta quarta-feira a uma casa hospitalar capaz de fazer o exame constatatório desta situação, se é que ela existe”.

Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, na tarde desta terça-feira, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) leu uma carta manuscrita em que se defende das acusações e apela por sua liberdade por questões de saúde.

Cunha disse “sofrer do mesmo mal que acometeu a ex-primeira­-dama Marisa Letícia, um aneurisma cerebral”. O deputado ainda reclamou que “o presídio onde ficamos não tem a menor condição de atendimento se alguém passar mal. São várias as noites em que presos gritam, sem sucesso, por atendimento médico, e não são ouvidos pelos poucos agentes que lá ficam à noite”.

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Repórter do Paraná Portal
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