Dilma presta depoimento na Lava Jato como testemunha de Bendine

Andreza Rossini


A ex-presidente Dilma Rousseff será ouvida pelo juiz federal Sérgio Moro, a partir das 11 horas desta sexta-feira (27), como testemunha do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine.

O depoimento acontece por videoconferência de Belo Horizonte, onde Dilma está para cuidar da mãe.

A ex-presidente nomeou Bendine para ocupar o cargo na Petrobras, após a saída de Graça Foster, em 2014.

Investigações 

O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras foi preso no dia 27 de julho suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propinas da Odebrecht. De acordo com a Polícia Federal, ele realizou pagamento de impostos sobre o valor da propina para dificultar as investigações.

Em fevereiro de 2015, na véspera de assumir a Petrobras, Bendine teria pedido os valores para não prejudicar a Odebrecht em contratos com a estatal e também para “amenizar” os efeitos da Lava Jato. Naquele momento, a operação estava prestes a completar um ano. O valor foi repassado em três entregas em espécie, de R$ 1 milhão cada, em um apartamento em São Paulo, alugado por Antônio Carlos São Paulo.

Um dos argumentos que levaram o MPF a pedir a prisão preventiva de Bendine foi a compra de uma passagem só de ida para Portugal por parte do investigado.

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