Doleiro é condenado a sete anos de prisão na Lava Jato

Andreza Rossini

O doleiro Raul Henrique Srour foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e operação de câmbio com falsa identidade, a sete anos e dois meses de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato, nesta quarta-feira (25).

O condenado deve começar a cumprir a pena no regime semiaberto. Srour foi preso no âmbito da Lava Jato em 17 de março de 2014, quando foi deflagrada a operação, e permaneceu até junho do mesmo ano.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Raul trabalha com lavagem de dinheiro desde 1990.  Srour já foi condenado pelos mesmos crimes no “Caso Banestado”, mas como ainda há possibilidade de recorrer das acusações, ele foi considerado réu primário nas ações da Lava Jato . “As provas colacionadas neste feito indicam, porém, que o condenado faz do crime financeiro sua profissão e persistiu praticando crimes financeiros mesmo após acordo de colaboração firmado perante o Juízo Federal de São Paulo/SP, fato que deve ser valorado negativamente a título de personalidade ou culpabilidade”, afirma Moro na sentença.

O condenado fica proibido de mudar de endereço sem prévia autorização judicial, não pode deixar a cidade do endereço por mais de 20 dias sem autorização, não pode deixar o país, está proibido de manter contato com os doleiros Alberto Yousseff, Nelma Kodama e Carlos Habib Chater, todos investigados na Lava Jato. Srour não pode retomar a gestão da empresa que foi utilizada como fachada para operações de câmbio ilegais e deve comparecer a todos os atos processuais.

Maria Josilene da Costa, que era investigada na mesma ação penal foi absolvida na sentença de Moro, por falta de prova suficiente para condenação. Costa era esposa de um funcionário de Raul, que tinha veículo de Srour registrado em nome dela.

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