Duque presta depoimento a Moro em ação que envolve Palocci

Andreza Rossini


O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, presta depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, na Justiça Federal em Curitiba, às 14 horas desta sexta-feira (5).

O interrogatório é referente a ação penal da Operação Lava Jato que investiga se o ex-ministro Antônio Palocci recebeu propina para beneficiar a Odebrecht.

Além de Palocci e Duque, também são réus nesse processo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht, o casal de publicitários João Santana e Mônica Moura e outros oito investigados.

Duque

O ex-diretor já foi condenado a mais de 50 anos de prisão em quatro ações da Lava Jato. Ele é réu em outros seis processos em andamento.

Da última vez que prestou depoimento, Duque ficou em silêncio. Ele pediu para ser interrogatório novamente, alegando que não respondeu as perguntas por orientação dos advogados, mas que gostaria de cooperar com a Justiça.

Acusação contra Palocci

Em depoimento a Moro, Marcelo Odebrecht confirmou que Palocci é o “Italiano” que aparece nas planilhas de pagamentos do Setor de Operações Estruturadas, considerado pela Lava Jato como o setor de pagamento de propinas da empresa.

> “Codinome italiano eu só usava para me referir a Palocci”, diz Odebrecht

Em depoimento a publicitária Mônica Moura afirmou que o ex-ministro era quem a encaminhava quem iria receber os valores de caixa 2.

> “Palocci que me encaminhava quem ia me pagar o caixa 2” diz Mônica Moura, em depoimento

Palocci está preso desde o dia 26 de setembro na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Kontic foi preso no mesmo dia, mas liberado em 15 de dezembro após decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Denúncia

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o ex-ministro estabeleceu uma ligação com altos executivos da Odebrecht com o objetivo de atender aos interesses do grupo diante do governo federal. Isso aconteceu entre 2006 e 2015.

Segundo as investigações, a interferência de Palocci teria se dado mediante o pagamento de R$ 128 milhões em propinas. Os recursos eram destinados principalmente ao Partido dos Trabalhadores (PT).

PF prende Antônio Palocci na 35ª fase da Lava Jato

Ainda de acordo com o MPF, o ex-ministro também teria participado de uma conversa sobre a compra de um terreno pra a sede do Instituto Lula, feita pela Odebrecht.

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