‘É prisão perpétua’, diz defesa de Dirceu sobre pena imposta por Moro

Roger Pereira

dirceu josé

A defesa de José Dirceu, condenado nesta quarta-feira a 23 anos e três meses de prisão, disse que a pena imposta ao ex-ministro é correspondente à prisão perpétua.

José Dirceu responde pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Esta é a primeira vez que o ex-ministro é condenado em uma ação penal da Lava Jato, decorrente da 17.ª fase da operação, chamada de Pixuleco.

O advogado Roberto Podval disse que a intenção foi punir o que Dirceu representa e não o que ele efetivamente fez.

“Foi uma condenação que tem uma simbologia maior que a necessidade, porque não há nenhuma necessidade de prender um homem com mais de 70 anos de idade por 23 anos. Mas aqui o caráter era simbólico, com um recado implícito muito maior que sua necessidade. Por isso é uma pena absolutamente injusta com relação a pessoa que vai cumpri-la”, disse.

José Dirceu está preso desde 3 de agosto do ano passado e hoje cumpre pena no Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Em uma sentença de 290 páginas, o juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, também decretou o confisco de diversos bens de Dirceu, entre eles o imóvel sede da JD Assessoria, em São Paulo, e bloqueio de quase R$ 14 milhões em contas de Dirceu.

Para o advogado Roberto Podval a sanção dada pelo Juiz Sérgio Moro é desproporcional. Agora, a defesa pretende recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região solicitando a redução da pena.

“Uma pena de 23 anos para um homem de 70 é uma prisão perpétua. Então, ele foi condenado a uma prisão perpétua. Vamos recorrer para mostrar esse exagero. Para condenar o Partido dos Trabalhadores, eles condenaram o José Dirceu a uma pena muito maior que a necessária”, reforçou o advogado.

(Com informações de Thaissa Martiniuk, BandNews FM Curitiba)

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal