Em alegações, Cabral nega culpa por atual crise do RJ

Narley Resende


Metro Jornal Curitiba

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) usou as alegações finais de um processo da Lava Jato para negar que a corrupção que o MPF (Ministério Público Federal) atribui ao governo dele tenha contribuído para a atual crise econômica do Estado.

As alegações foram dadas na única ação a que Cabral responde no Paraná – há outras nove no Rio. E este processo, a cargo do juiz Sérgio Moro, está próximo da sentença, que pode sair a qualquer dia desde a última terça.

No documento, a defesa escreve que Cabral “tudo fez para alavancar a economia do Rio de Janeiro”, e que os resultados positivos do mandato dele são “incontestáveis”.

O MPF havia sustentado, nas alegações, que as ações corruptas de Cabral – acusado de receber R$ 2,7 milhões da Andrade Gutierrez por um contrato do Comperj, da Petrobras – “foram movidas com o fim único de enriquecimento pessoal, ao tempo em que a população carioca foi deixada às mínguas”.

Em outro trecho, afirmam que Cabral “recebeu centenas de milhões de reais desviados dos cofres públicos”, considerando os valores que é acusado de exigir nos processos que correm na Justiça fluminense. Segundo o MPF, Cabral “lesou de maneira irreparável os cofres públicos do Rio de Janeiro”.

As nove ações penais que correm no Rio de Janeiro narram, de modo geral, que ele recebia 5% de cada contrato no Rio desde que assumiu o governo pela primeira vez, em 2007.

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