Em alegações finais, MPF reforça acusação contra Gim Argello, Léo Pinheiro e outros

Narley Resende


O Ministério Público Federal (MPF) em alegações finais protocoladas no sistema eletrônico da Justiça Federal reforçou o pedido de condenação contra o ex-senador Gim Argello, o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro, conhecido como Léo Pinheiro, o dono da UTC Ricardo Pessoa e outros seis investigados em um processo da 28ª fase da Lava Jato.

Entre os crimes citados estão organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia do MPF foi aceita pelo juiz Sérgio Moro em maio deste ano. As alegações finais são a última etapa do processo antes da decisão do juiz.

No documento, os procuradores voltaram a afirmar que o último interrogatório de Léo Pinheiro, solicitado por ele para “esclarecer os fatos”, não trouxe nenhuma novidade para o processo, e não ajudou a expandir as investigações.

Pinheiro teve um processo de colaboração premiada cancelado pela Procuradoria-Geral da República após vazamento de informações para a Revista Veja. No último depoimento, Pinheiro confirmou ao Juiz Sérgio Moro que pagou um milhão e quinhentos mil reais em forma de caixa dois ao PMDB Nacional, para a campanha de 2014.

O valor, segundo o executivo, foi repassado a pedido do ex-senador Gim Argell e do então senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego (PMDB-PB).

A audiência, que durou cerca de duas horas, faz parte da ação penal que investiga o pagamento de propina a Gim Argello para impedir a convocação de executivos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, em 2014. Gim Argello é acusado de pedir R$ 5 milhões em propina para a empreiteira UTC Engenharia e R$ 350 mil para a OAS.

Os recursos, segundo o MPF, foram enviados a partidos indicados por Gim Argello – DEM, PR, PMN e PRTB – na forma de doações de campanha.

Leia as alegações finais do MPF na íntegra

O ex-senador está detido no Complexo Médico-Penal, na Região Metropolitana de Curitiba, desde abril deste ano. Pinheiro estava em liberdade provisória e voltou a ser preso pela Lava Jato no dia 5 de setembro, em São Paulo. Os procuradores também se manifestaram pela rejeição ao pedido de liberdade feito pela defesa dele. Ricardo Pessoa está em prisão domiciliar, como benefício parte da delação premiada que firmou com o Ministério Público.

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