Em ofício ao STF, Moro nega cerceamento de defesa na Operação Xepa

Jordana Martinez


BandNewsCuritiba

A 13.ª Vara Federal de Curitiba mandou um ofício ao ministro Teori Zavascki – relator dos processos relacionados à Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) – em que nega a prática do cerceamento de defesa no processo decorrente da Operação Xepa, a 26.ª fase da Lava Jato. Os advogados do publicitário João Santana, um dos réus desta ação penal, entraram com uma reclamação no STF alegando que não tiveram acesso às provas da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) e também ao pedido de cooperação internacional relacionado ao processo.

O juiz federal Sérgio Moro, por meio de um ofício, disse ao ministro Teori Zavascki que a defesa do marqueteiro teve acesso desde o início a todos os elementos da denúncia – inclusive a todos os documentos anexados ao processo. Moro ainda afirma que a reclamação é baseada em equívocos da defesa.

Segundo o juiz, os erros são compreensíveis porque os autos são complexos. Quanto aos documentos que foram negados, Moro explica que as únicas provas que a defesa não teve acesso são justificadas pelos sigilos judiciais. O exemplo usado pelo juiz é a quebra de sigilo bancário e o sequestro de saldo do operador Zwi Skornicki. Mesmo neste caso, Moro argumenta que o sigilo foi levantado no mês de junho e, desde então, a defesa de João Santana e os advogados de outros réus também puderam acessar os documentos.

O ofício foi enviado para o Supremo Tribunal Federal há pouco mais de um mês, mas só se tornou público na última sexta-feira (12), quando foi anexado ao processo eletrônico da 26.ª fase da Lava Jato.

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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