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Éramos incitados a colaborar, diz dono da empreiteira UTC

O juiz federal Sérgio Moro ouviu o dono da empreiteira UTC, e delator da Operação Lava Jato, Ricardo Pessoa e o engenhei..

Fernando Garcel - 08 de maio de 2017, 17:05

O juiz federal Sérgio Moro ouviu o dono da empreiteira UTC, e delator da Operação Lava Jato, Ricardo Pessoa e o engenheiro Marcos Berti, ligado à Toyo Setal, também investigada na operação, na tarde desta segunda-feira (8). A ação penal tem como um dos principais réus o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é acusado de receber o terreno onde seria construído a nova sede do Instituto Lula como propina.

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Os interrogatórios devem continuar até o dia 07 de junho. Entre as testemunhas convocadas estão executivos da Odebrecht, Camargo Corrêa e Toyo Setal e dos ex-diretores da Petrobras, Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa.

> Ricardo Pessoa é condenado a 8 anos pela Lava Jato

No depoimento, Pessoa voltou a reafirmar que os pagamentos de propina eram feitos porque eram forçados. "Éramos incitados a colaborar... Colaborar tanto para o Partido Progressista

Segundo a denúncia, parte dos pagamentos de propina supostamente foram tratados por Antonio Palocci e Branislav Kontic para o ex-presidente Lula. A Procuradoria da República afirma que Palocci e seu assessor mantinham contato com Marcelo Odebrecht sobre a instalação do "institucional pretendido pelo ex-presidente".

Denúncia

O Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente de receber o terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula como propina. Os imóveis teriam sido comprados pela Odebrecht em troca de contratos com a Petrobras, no valor total de R$ 12 milhões, até novembro de 2012, segundo os procuradores.

Lula responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Mais sete pessoas são rés nesse processo, entre eles o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto e o ex-presidente da OAS, José Aldemário Filho.