“Eu não temo absolutamente nada”, diz Renan sobre denúncia

Mariana Ohde


O presidente do Senado, Renan Calheiros, fez um pronunciamento nesta quarta-feira (14) para comentar a notícia de que uma denúncia contra ele foi devolvida pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal federal (STF), ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Segundo Renan, as acusações que enfrenta são frágeis e ele provará que elas não se sustentam.

“Eu não temo absolutamente nada. Estou há nove anos sob devassa intensa. Não tenho nenhum problema na minha vida pública nem na minha vida pessoal. Eu pedi a investigação para esclarecer os fatos, meus sigilos foram entregues à Procuradoria-Geral da República, à Receita, à Polícia Federal. Estou à disposição”, disse.

Nesta quarta, Teori retornou a denúncia de Janot para que o procurador-geral complemente informações e aguarde o fim de diligências da Polícia Federal (PF).

A denúncia contra Renan se refere a crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. Renan voltou a criticar a atuação do Ministério Público na operação, lembrando que o Senado rejeitou três indicações para o Conselho Nacional do órgão (CNMP) de procuradores que, hoje, atuam na Lava Jato. O presidente afirmou que o Ministério Público está perdendo sua isenção e, assim, “perde a condição de ser o fiscal da lei”.

“Contra o Congresso Nacional quiseram tudo, desde a invasão do prédio até o pedido de prisão do presidente, porque estaria obstruindo a operação. Cada decisão, cada constrangimento, cada busca e apreensão que fazem com a cobertura da imprensa precisa ser melhor observado. De abuso em abuso, eles estão construindo uma névoa no país que não fará bem à nossa democracia”.

Renan falou também de outra denúncia contra ele, recentemente aceita pelo STF, que o transformou em réu perante à corte máxima do país. Ele observou que dois dos três fatos denunciados foram rejeitados pelos ministros, e argumentou que o único crime que restou — peculato, pela utilização irregular de verba indenizatória — não será comprovado.

“A denúncia é [pelo pagamento] de serviço de uma locadora que não existia. Nós provamos não só que a empresa existia e que prestou os serviços como que existe ainda hoje. Remetemos todas as certidões”.

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Repórter no Paraná Portal
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