Executivos da Odebrecht prestam depoimento sobre “setor de propina”

Narley Resende


BandNews FM Curitiba

Os processos relacionados à Operação Lava Jato são retomados na sexta-feira (12). Por conta do Dia do Advogado, celebrado nesta quinta-feira (11) em todo o Brasil, a Justiça Federal do Paraná está em recesso.

Na volta, três delatores prestam depoimento em uma ação penal decorrente da “Operação Xepa”, a 26.ª da Lava Jato. Entre os réus deste processo está o empreiteiro Marcelo Odebrecht, além do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e do casal de publicitários João Santana e Mônica Moura.

Vão ser ouvidos os empresários Vinicius Veiga Borin, Marco Pereira de Souza Bilinski e Luiz Augusto França. O trio é sócio de uma empresa de consultoria usada para fazer transações internacionais para a Odebrecht.

Até o momento, Borin foi o único que já prestou depoimento. Ele seria um dos controladores de um banco localizado em Antígua, no Caribe, um paraíso fiscal. No exterior o empresário abriu contas que eram usadas, de acordo com o Ministério Público Federal, para direcionar pagamentos de propinas ordenados pela Odebrecht.

Vinicius Borin, os sócios dele e executivos ligados à empreiteira movimentaram cerca de U$ 2,6 bilhões. A denúncia da 26.ª fase da Operação Lava Jato trata do setor de operações estruturadas da Odebrecht, que teria funcionado como uma espécie de indústria de propina, mantendo a contabilidade paralela da empreiteira.

O departamento todo teria movimentado 46 milhões de reais. Ao todo, são 12 réus acusados de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. Os procuradores identificaram pelo menos 45 pagamentos num total de 23 milhões de reais somente para o casal de publicitários entre outubro de 2014 e maio de 2015.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="378228" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]