Operação Lava Jato
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Gim Argello e filho serão interrogados nesta sexta-feira em Curitiba

Lenise Klenk, BandNews FM CuritibaO ex-senador Gim Argello e o filho, Jorge Afonso Argello Júnior, serão interrogados ne..

Narley Resende - 25 de agosto de 2016, 18:08

Lenise Klenk, BandNews FM Curitiba

O ex-senador Gim Argello e o filho, Jorge Afonso Argello Júnior, serão interrogados nesta sexta-feira (25) em ação penal decorrente da 28.ª fase da Operação Lava Jato. A audiência, a penúltima do processo, está marcada para as 9h30, na Justiça Federal em Curitiba.

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A ação penal apura o pagamento de propina ao ex-senador Gim Argello (ex-PTB/DF) para evitar a convocação de empreiteiros para depor na CPMI da Petrobras. O ex-senador está preso desde 12 de abril, quando foi deflagrada a operação chamada de Vitória de Pirro.

Ele é acusado de ter recebido pelo menos R$ 5,35 milhões (cinco milhões, trezentos e cinquenta mil reais) em propina paga por empreiteiras. A maior parte do dinheiro foi paga pela UTC. A empreiteira fez doações oficiais a partidos políticos indicados por Gim Argello.

Os recursos foram divididos entre os diretórios distritais do Democratas (DEM), PR, PMN e PRTB, que formavam, com o PTB de Argello, a coligação "União e Força", pela qual o ex-senador concorreu a novo mandato, mas não foi eleito.

Mais R$ 350 mil teriam sido depositados pela construtora OAS, a pedido de Gim Argello, na conta da paróquia São Pedro, de Taguatinga, no Distrito Federal. De acordo com a denúncia do Ministério Público, pelo menos quatro empreiteiras pagaram propina ao ex-senador: UTC Engenharia, OAS, Toyo Setal e Odebrecht.

Outras três também teriam sido assediadas por Argello, mas não pagaram os recursos exigidos. O processo tem nove réus. Cinco deles foram interrogados nesta semana: três executivos da OAS, que permaneceram em silêncio, e dois da UTC, que confirmaram depoimentos que já haviam prestado em colaboração premiada.

Na segunda-feira que vem (29), às 10h, a Justiça Federal encerra a fase de interrogatórios com o depoimento dos dois últimos réus: Paulo Cesar Roxo Ramos e Valério Neves Campos. Eles são apontados como auxiliares de Argello na movimentação de recursos recebidos de empreiteiras.

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Depois dos interrogatórios, a defesa dos acusados e o Ministério Público Federal apresentam por escrito as alegações finais. Em seguida, o juiz pode proferir a sentença.