Gleisi confirma que pediu varredura da Polícia Legislativa

Redação


A senadora paranaense Gleisi Hoffmann (PT) confirma que pediu à Polícia Legislativa do Senado para fazer uma varredura eletrônica nas casas dela em Brasília e em Curitiba. A senadora se manifestou sobre o assunto nessa sexta (21), em nota divulgada nas redes sociais. No comunicado, Gleisi esclarece que a verificação foi feita mediante pedido formal ao Senado depois da operação de busca e apreensão da Polícia Federal realizada em junho que terminou com a prisão do marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo.

“Em Curitiba, a busca e apreensão da Polícia Federal foi feita sem nossa presença ou de alguém da família. Não sei o que tinha acontecido. Por isso pedi para fazer a varredura lá também. Esse serviço da Polícia Legislativa existe regularmente há muito tempo. Temos todo processo de pedido formalizado. Tudo dentro das normas do Senado”, escreveu a senadora.

Gleisi alega que fazer isso não configura obstrução à Justiça e que a ideia era se certificar da segurança nas residências dela. Como nada foi encontrado, nenhuma providência foi tomada e nenhum comunicado foi feito ao Ministério Público Federal.

A nota da senadora veio após a Polícia Federal deflagrar a Operação Métis, também nessa sexta (21). A ação busca desarticular uma associação criminosa formada para atrapalhar a Lava Jato e outras investigações da PF. A força-tarefa tem o apoio do MPF e mira justamente a Polícia Legislativa do Senado. Tanto que quatro policiais legislativos foram presos temporariamente, incluindo o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho.

Em delação premiada firmada junto à Procuradoria-Geral da República, um policial legislativo contou que, em quatro ocasiões, servidores públicos usaram equipamentos do Senado para fazer varreduras em imóveis particulares e funcionais de Gleisi, do também senador Fernando Collor de Mello (PTC-Alagoas) e dos ex-senadores José Sarney (PMDB-Amapá) e Edison Lobão Filho (PMDB-Maranhão). O objetivo das medidas seria fazer a chamada contrainteligência, que é localizar e destruir eventuais sistemas usados para escutas telefônicas e de ambiente. Além disso, as viagens aéreas realizadas para as verificações foram custeadas pelo Estado.

Veja nota da senadora

“NOTA DE ESCLARECIMENTO

Logo após a operação de busca e apreensão realizada em minha casa em Brasília e em Curitiba, com a prisão de meu marido Paulo Bernardo, solicitei ao Senado que a Polícia Legislativa, dentro de suas atribuições legais, fizesse uma verificação e uma varredura eletrônica nas residências.

Fiz o pedido formalmente. Tem processo no Senado com autorização formal para isso.

Em Curitiba, a busca e apreensão da Polícia Federal foi feita sem nossa presença ou de alguém da família. Não sei o que tinha acontecido. Por isso pedi para fazer a varredura lá também.

Esse serviço da Polícia Legislativa existe regularmente há muito tempo. Temos todo processo de pedido formalizado. Tudo dentro das normas do Senado.
Fazer isso não configura obstrução alguma. Apenas queria ter informação de segurança sobre minha residência.

Também consultei a Polícia Legislativa sobre os procedimentos caso achassem algo nos locais. Foi me informado que se algo fosse encontrado, seria comunicado ao Ministério Público, para verificação de possível determinação judicial para o procedimento ou não.

Como não encontraram nada, não tomamos nenhuma providência.

Senadora Gleisi Hoffmann”

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