‘Italiano’ é um alvo da Zelotes, diz Palocci

Narley Resende


Metro Jornal Curitiba

Preso há mais de quatro meses, acusado de ser o “Italiano” que consta em uma planilha da empreiteira Odebrecht ligado a uma suposta propina de R$ 128 milhões ao PT, o ex-ministro Antonio Palocci afirma não ser o dono do apelido.

Segundo a defesa de Palocci, o “Italiano” é o empresário Victor Sandri, investigado na Operação Zelotes, que apura fraudes no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

Dono da empresa Cimento Penha, Sandri – que é italiano de nascimento – de fato é chamado pelo codinome entre os envolvidos, o que foi registrado pela PF (Polícia Federal) em um inquérito finalizado no último dia 12. Sandri, segundo as investigações, tinha atividades suspeitas com o ex- -ministro Guido Mantega.

Este caso do Carf, porém, não tem relação aparente com a planilha da Odebrecht. “Só podemos dizer que o nosso cliente não tem nenhuma relação com a Odebrecht”, diz o advogado Pedro Ivo Velloso, que defende Sandri.

Desde que foi detido no final de setembro de 2016, Palocci tem negado ser o “Italiano”, tese que a PF sustenta desde a prisão do petista.

O advogado José Roberto Batochio, que defende Palocci, afirma que não se pode provar que o ex-ministro esteja ligado ao codinome. “Penso que sejam uma legião [de “Italianos”], não apenas dois. Certo, porém, que Palocci não é o da planilha. Quem pode assegurar o contrário?”, questiona.

A maioria dos valores da planilha “Posição Programa Especial Italiano”, que reuniria todos os pagamentos da Odebrecht feitos ao PT a pedido de Palocci, já foi identificada, segundo a PF.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="413285" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]