João Santana, Mônica Moura e mais seis são indiciados pela PF

Jordana Martinez


A Polícia Federal indiciou o marqueteiro João Santana, a esposa dele, Monica Moura, e mais seis pessoas investigadas na 23.ª fase da Lava Jato, chamada de Acarajé. O indiciamento está no relatório parcial apresentado no processo que tramita na Justiça Federal em Curitiba.

Para a Polícia Federal, há indícios de que o casal Santana e Monica tenha cometido crimes relacionados à ocultação de depósitos no exterior, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa. Eles são suspeitos de ter recebido entre 2012 e 2013 um total de US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht e, entre 2013 e 2014, US$ 4,5 milhões por meio de empresas do engenheiro e operador financeiro Zwi Skornicki, também indiciado pela Polícia Federal.

Os delegados que assinam o relatório afirmam que Monica Moura seria responsável pelo encaminhamento da cópia de um modelo de contrato para Zwi Skornick e seu filho Bruno Skornick. Por meio desse instrumento seria feita a transferência de recursos.

Monica e João Santana estão presos em Curitiba desde 23 de fevereiro, quando chegaram de uma viagem à República Dominicana. Os dois tiveram inicialmente prisão temporária decretada, que foi convertida em preventiva, válida por tempo indeterminada.

Com base no inquérito da Polícia Federal e também de investigações próprias, caberá agora ao Ministério Público Federal decidir se oferece denúncia contra os investigados. Apresentada a denúncia, o juiz Sérgio Moro é quem decidirá se os acusados se tornam réus em uma ação penal.

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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