Justiça concede, pela segunda vez, prisão domiciliar a sócio da Engevix

Redação


Por decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro, o sócio da construtora Engevix, José Antunes Sobrinho, está em prisão domiciliar. O executivo deixou a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, na tarde de terça-feira (10). Esta é a segunda vez que o empreiteiro vai para prisão domiciliar.

Antunes Sobrinho foi preso em setembro de 2015, na 19.ª fase da operação Lava Jato. Em dezembro do ano passado, por decisão do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF2), no Rio de Janeiro, ele foi para prisão domiciliar pela primeira vez. Em março deste ano, Antunes Sobrinho voltou a ser detido por determinação dos próprios desembargadores do TRF do Rio de Janeiro, que rejeitaram pedido de habeas corpus feito pela defesa. O advogado Carlos Kauffmann, que representa o executivo, diz que a decisão foi justa e é coerente com os pedidos feitos pela defesa.

“Essa decisão atende não só o pedido da defesa, como está de acordo com a prova dos autos, mas também a própria orientação do Supremo Tribunal Federal que lá atrás colocou outros investigados em situação semelhante em regime de prisão domiciliar. Isso é uma decisão muito comum”, diz.

O empreiteiro é réu em uma ação penal que investiga supostos desvios nas obras da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras. De acordo com a denúncia, Antunes Sobrinho teria envolvimento em fraudes na construção da Usina Nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o processo que investiga a empresa foi remetido à justiça do Rio de Janeiro, onde fica a sede da estatal do setor elétrico.

O empresário também responde como réu a outra ação penal da Lava Jato que tramita em Curitiba – a mesma em que o ex-ministro José Dirceu é acusado de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. Antunes Sobrinho permanece na residência que mantém em Curitiba porque negocia acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). O advogado Carlos Kauffmann esclarece que, apesar de ter deixado a cadeia, o executivo tem obrigações legais a cumprir.

“Agora ele vai ficar em prisão domiciliar. Ele vai ficar dentro de casa, sem tornozeleira. Podendo sair tão somente para algumas obrigações legais como prestar depoimento e comparecer ao Ministério Público quando necessário”, conta Kauffmann.

Sobrinho foi denunciado pelo MPF pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa em contratos relacionados à Eletronuclear, que é a responsável pelas obras da usina Angra 3. Na ação que tramita em Curitiba, estão envolvidas denúncias de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Informações da BandNews FM Curitiba
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