Justiça determina sequestro de imóveis de filha e enteada de Palocci

Jordana Martinez


Lucian Pichetti/ CBNCuritiba

O relator da Lava Jato em segunda instância, desembargador João Pedro Gebran Neto, justificou a decisão de sequestrar os imóveis em nome da filha e da enteada do acusado. Segundo ele “existem indícios suficientes da origem ilícita dos bens”.

O Ministério Público Federal (MPF) diz que a filha e a enteada adquiriram apartamentos em bairros nobres de São Paulo com dinheiro de propina recebida por Palocci. O advogado do ex-ministro, porém, diz que a “doação foi oficialmente declarada”.

O pedido foi indeferido em primeira instância sob o entendimento de que os referidos bens ainda não foram avaliados e que já existiria um montante expressivo sequestrado. Com a determinação do TRF4, o sequestro deverá ser decretado pela 13ª Vara Federal de Curitiba. O processo está sob segredo de Justiça.

Palocci foi denunciado pelo MPF em duas ações penais por corrupção e lavagem de dinheiro. Em um dos processos, ele é suspeito de irregularidades na obtenção pela Odebrecht de contratos de afretamento de sondas para a Petrobras. No outro, é acusado de intermediar pagamento de propina por meio da compra do terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e do apartamento vizinho ao do ex-presidente Lula em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

O petista foi condenado em primeira instância a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão, por envolvimento no esquema de corrupção da Odebrecht. Palocci está preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

 

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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