Lava Jato bloqueia R$ 715 mil em contas de foragido; Moro procura R$ 20 milhões

Narley Resende


Dos R$ 20 milhões que o juiz federal Sérgio Moro mandou bloquear das contas do advogado Rodrigo Tacla Duran, foram encontrados e bloqueados R$ 715 mil em três bancos diferentes.

Alvo da 36ª fase da Operação Lava Jato, Duran trabalhou no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, chamado pelo Ministério Público Federal (MPF) de “Setor de Propinas”. Ele teria operado pelo menos 12 contas no exterior.

Em documento publicado no sistema eletrônico da Justiça Federal, o Banco Central informou na segunda-feira os valores distribuídos nas contas de Duran, que está foragido. O documento informa que a determinação do juiz foi cumprida parcialmente por insuficiência de saldo.

Com dupla cidadania (brasileira e espanhola), Duran integra a Lista Vermelha de procurados da Polícia Internacional (Interpol).

Junto com o empresário Adir Assad, Tacla Duran teria lavado R$ 50 milhões para as empreiteiras Mendes Júnior, UTC e Odebrecht, segundo investigações da Polícia Federal.

“O quadro indica, em cognição sumária, que Rodrigo Tacla Duran seria, assim como Adir Assad, um profissional da lavagem de dinheiro, envolvido em diversos esquemas criminosos. Teria recebido, nas contas de suas empresas e ainda em contas secretas no exterior, valores de três empreiteiras envolvidas na assim denominada Operação Lavajato, Mendes Júnior, UTC e Odebrecht”, escreveu o juiz.

Adir Assad já estava detido em Curitiba. As contas dele não foram bloqueadas nesta etapa porque a medida já foi tomada em uma fase anterior da operação.

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