Lava Jato: Cerveró é condenado a 12 anos de prisão

Fernando Garcel


O juiz Sérgio Moro condenou o controlador da Galvão Engenharia, Dario de Queiroz Galvão, e outros dois ex-dirigentes da empreiteira, nesta quarta-feira (02), envolvidos em esquemas de corrupção investigados na 7ª fase da Operação Lava Jato.

Moro concluiu que a empresa fazia parte do cartel que dividia as obras da Petrobras desde 2009. Segundo as investigações, houve pagamento de R$ 5,5 milhões em propina para o ex-diretor Paulo Roberto Costa, delator da Lava Jato, por um contrato do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O réu foi condenado a 13 anos e dois meses de prisão, pena um pouco menor que dos outros ex-diretorores. Erton Fonseca foi condenado a 12 anos e 5 meses e Jean Castro recebeu a pena de 11 anos e 8 meses de prisão.

Fonseca foi o único representante da Galvão Engenharia preso com outros 20 empreiteiros na 7ª fase da Lava Jato, deflagrada em novembro de 2014. O ex-dirigente estava em liberdade desde abril quando recebeu um Habeas Corpus, mas era monitorado com tornozeleira eletrônica.

O doleiro Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa também foram condenados na ação penal, mas as penas não vão ser aplicadas porque ambos fizeram acordos de delação premiada  e já cumpriram a detenção determinada na negociação.

Condenações
O juiz Sérgio Moro já condenou 57 pessoas nas ações da Lava Jato. Entre eles 3 políticos, 4 ex-funcionários da Petrobras e 15 dirigentes de empreiteiras, entre eles executivos da Camargo Corrêa, OAS e Mendes Júnior. Os processos contra membros da Andrade Gutierrez, Odebrecht, Engevix e UTC ainda estão em andamento.

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