Lava Jato já condenou acusados por 11 crimes

Narley Resende


(Rafael Neves, Metro Jornal Curitiba)

O pecuarista José Bumlai foi condenado na última quinta a 9 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e gestão fraudulenta de instituição financeira, por ter assumido um empréstimo do banco Schahin que acabou sendo “quitado” com um contrato da Petrobras.

Foi a primeira vez em que a fraude bancária (art.4 da Lei 7.492/86) apareceu entre os crimes da Lava Jato, aumentando para 11 o número de delitos já julgados pelo juiz Sérgio Moro na operação.

A Lava Jato gira basicamente em torno de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro: empresários oferecem propina, que é aceita por agentes públicos ou políticos, e estes recebem o valor pelas mãos de operadores, que usam meios para disfarçar os repasses.

Juntos, estes três crimes representam 70% das condenações proferidas nos 22 processos já concluídos na Lava Jato, mas a operação já transitou por outras páginas do Código Penal.

Nas primeiras fases da operação, a PF (Polícia Federal) identificou grupos que praticaram quatro tipos de crime contra o sistema financeiro, inclusive evasão de divisas e até tráfico de drogas.

Boa parte dos envolvidos foi condenada por associação criminosa (grosso modo, se unir para cometer crimes) ou pertinência a organização criminosa (atuar em uma estrutura com esse objetivo).

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