Lava Jato tem 5 inquéritos e uma denúncia contra Lula

Redação


Ao receber três inquéritos do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o ex-presidente Lula, na última segunda, o juiz Sérgio Moro assumiu apenas parte das investigações contra o petista na Lava Jato.

Correm agora no Paraná três procedimentos que não envolvem pessoas com prerrogativa de função: um sobre o sitio de Atibaia (SP) frequentado por Lula, outro sobre o triplex no Guarujá (SP) que teria sido reformado para Lula e um terceiro que apura repasses à LILS , empresa de palestras do ex-presidente.

A retomada dos inquéritos por Moro abre caminho para que o MPF (Ministério Publico Federal) ofereça denúncias à Justiça, o que pode transformar Lula em réu. O petista nega ser dono do sitio e do triplex, além de rechaçar ilegalidades nos repasses à LILS .

Seguem tramitando no STF outras três frentes de apuração sobre Lula sendo uma denúncia e dois inquéritos.

A denúncia foi feita após o ex-senador Deicídio do Amaral (sem-partido) confessar ter pago o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para evitar delação. Lula foi apontado como mentor da tentativa.

A acusação, em tese, também pode passar às mãos de Moro, pois não envolve mais pessoas com foro privilegiado desde a cassação de Deicídio, mas ainda não há decisão por parte do ministro Teori Zavascki. Duas investigações devem seguir em Brasília.

Uma delas, o “inquérito-mãe” da Lava Jato, examina o contexto geral dos desvios na Petrobras e envolve dezenas de pessoas, com ou sem direito a foro no Supremo.

A outra implica Lula, a presidente afastada Dilma Rousseff e o ex-ministro José Eduardo Cardozo por tentativa de obstrução à Justiça. O inquérito cita a nomeação de Lula para a Casa Civil, em março, como uma tentativa de fazer Lula “escapar” da alçada de Moro.

O maior indício, porém (o áudio em que Duma informa a Lula o termo de posse), foi anulado por Teori por ter sido ‘grampeado” após o prazo autorizado. Este mesmo inquérito ainda envolve a nomeação do ministro Marcelo Navarro, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), como um ato para tentar soltar da prisão o empreiteiro Marcelo Odebrecht.

Moro pede que Dilma escolha como vai depor

A presidente afastada Dilma Rousseff ganhou ontem do juiz Sérgio Moro um prazo de cinco dias para escolher como irá depor no processo em que foi convocada como testemunha de defesa por Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira investigada na Lava Jato.

Dilma, conforme a legislação, pode optar por depor pessoalmente, por vídeo-conferência ou por escrito. A presidente foi arrolada no processo que investiga o ‘setor de propinas’ da Odebrecht, por meio do qual a empresa teria repassado US$ 3 milhões ao marqueteiro do PT João Santana no exterior, além de pelo menos R$ 23,5 milhões no Brasil.

Lula e a Lava Jato

Três inquéritos correm em Curitiba. Uma denúncia e outros dois inquéritos ainda tramitam em Brasília

• Em Curitiba

– Inquérito sobre obras de empreiteiras no sítio em Atibaia (SP) usado pelo ex-presidente.

– Inquérito a respeito do tríplex do Guarujá (SP), reformado supostamente a pedido de Lula.

– Inquérito sobre pagamentos à empresa LILS Palestras, que Lula abriu ao deixar governo

• Em Brasília

– Denúncia a Lula, Deicídio do Amaral e André Esteves por repasses a Nestor Cerveró para evitar delação.

– Inquérito a Lula e mais de 40 investigados pelos crimes na Petrobras.

– Inquérito que apura obstrução da Justiça por Lula e Dilma. Mira nomeação do petista à Casa Civil e de ministro corrompido ao STJ

(Rafael Neves, Metro Jornal Curitiba)

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