Lobista da Lava Jato quebra acordo de delação e é preso

Andreza Rossini


O lobista ligado ao ex-ministro José Dirceu, Antônio Guimarães Hourneaux de Moura, violou o acordo de delação premiada firmado com a Justiça Federal, no âmbito da Lava Jato, e foi preso na manhã desta quarta-feira (18). Em dois anos de Operação, esta é a primeira vez em que ocorre a violação em um acordo de delação.  De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) são 52 delatores envolvidos na investigação.

Moura também perde outros benefícios, como a redução de pena. Ele foi condenado hoje (18) a 16 anos e dois meses de prisão em um processo referente à 17ª fase da Lava Jato, batizada de Pixuleco. Dirceu foi condenado neste mesmo processo a 23 anos e três meses de prisão.

O lobista havia prometido à justiça a devolução de R$ 5 milhões, item que não cumpriu até a publicação da sentença de Moro, que também aponta a possibilidade de Moura fugir para o exterior. Na época do mensalão, ele ficou no exterior entre 2005 e 2013.

O pedido de quebra de acordo foi feito pelo MPF, quando Moura afirmou aos procuradores, durante depoimento para obter o acordo, que teria saído do país durante as investigações do mensalão por “dica” do ex-ministro José Dirceu e negou a mesma informação em depoimento ao juiz Sérgio Moro.

Na época, Moro afirmou que faria o julgamento sobre a continuidade ou não da colaboração, junto com a ação penal que envolvendo o réu.

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